Grupos de Trabalho

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GT 1: Diáspora africana e cooperação internacional Brasil-África

Nesse GT pretende-se discutir as relações entre políticas de cooperação internacional do Brasil junto com os países do Sul, especialmente os africanos, dando destaque na atuação dos Estados, das empresas, da sociedade civil e das diásporas, vistos como atores importantes na definição das relações que estruturam as políticas públicas e de desenvolvimento internacional e regional. Espera-se receber trabalhos que tratam da cooperação, do desenvolvimento, da política e economia, do multiculturalismo, dos movimentos sociais, em suas interfaces com as diásporas e as migrações africanas intra e extra continentais.
Coordenação: Bas´Ilele Malomalo (Unilab) e Ricardino Teixeira (Unilab)

GT 2: Mobilidade humana, urbana e cidadania

A mobilidade é um conceito que pode ser abordado de diferentes perspectivas e cada uma das delineações possíveis nos conduzem a uma acepção diferente da realidade. Mais que uma ação isolada, a mobilidade tem uma motivação – seja cultural, social, política, econômica, de lazer etc, e produz consequências de mesma ordem. Nesta perspectiva, este GT busca perceber, refletir e compreender que a sociedade está em movimento, desloca-se e move-se no e pelo espaço num viés multidimensional intrínseco à vida contemporânea e, com isso, objetiva aprofundar e debater as análises empíricas e os conceitos referentes aos deslocamentos populacionais, suas implicações sobre a produção e a reprodução do espaço urbano, concebendo a mobilidade como um complexo fenômeno social que ultrapassa as dimensões físicas, corporais e econômicas, envolvendo também as dimensões cultural, afetiva, imaginária, espacial e individual. Assim, entendemos, a mobilidade envolve relações entre pessoas, instituições, ideias, serviços e mercadorias.
Coordenação: Paolo Parise (Missão Paz) e Carlos Henrique (Unilab)

GT 3: Experiências, movimentos e associações dos/para imigrantes

Migração não é somente uma experiência humana marcada pela experiência do sofrimento e a impotência de ver seus direitos negados pelo outro, mas constitui também um momento de mobilizações individuais e coletivas. Esse GT pretende receber comunicações que retratam as lutas de resistência sociais e políticas através de movimentos sociais, associações cívicas e/ou religiosas, ONGs construídos pelas próprias pessoas ou grupos de pessoas em situação de imigração ou emigração ou pelas pessoas ou grupos de pessoas não migrantes, visando atender suas demandas e necessidades. Espera-se contar com a participação intensa das lideranças das associações de imigrantes.
Coordenação: Irmã Eleia Scariot (MSCS) e Ricardo Djú (Pastoral do Migrante)

GT 4: Educação, migração estudantil, políticas públicas e institucionais

A educação tem sido importante e decisivo vetor impulsionador de migração e/ou deslocamento estudantil da juventude no mundo, especialmente na busca de ensino superior. O processo de globalização impactou substantivamente nas universidades, inclusive revestindo processos de internacionalização como fator de competitividade. O fomento de políticas públicas que estimulem a mobilidade internacional tem sido uma marca nesse processo, que se traduz em políticas institucionais próprias no âmbito de universidades. O GT propõe-se acolher trabalhos que tenham na educação, migração estudantil e políticas institucionais a centralidade de suas reflexões, estudos ou relatos de experiências socioculturais, contribuindo dessa forma para a constituição de um corpus de conhecimento sobre o assunto, focalizando experiências de cooperação, integração internacional e migração estudantil.
Coordenação: Carlos Subuhana (Unilab) e Jacqueline Freire (Unilab)

GT 5: Direitos humanos, refúgio e migrações

As privações de liberdades têm sido umas das causas principais dos grupos e sujeitos que migram nos territórios que lhes são familiares ou desconhecidos. Esse GT quer proporcionar um espaço de discussões sobre os imigrantes que vivem em situações de extrema vulnerabilidade, homens, mulheres e crianças que se tornaram refugiados, indocumentados, exilados políticos ou são vítimas de tráficos de seres humanos ou do trabalho escravo. Pretende discutir também os marcos legais que caracterizam as políticas de migrações no Brasil, na América Latina e fora deste país e continente.
Coordenação: Lívia Xerez (NETP/SEJUS); Cleyton Borges (UNEafro)

GT 6: Migração, gênero e sexualidade

As migrações nacionais e internacionais constituem fenômenos importantes na atualidade, afetando quase todas as sociedades contemporâneas, com suas distintas dimensões: mobilidade de refugiados, de trabalhadores, de estudantes e de vítimas das mudanças climáticas, afetando cada vez mais as mulheres, num fenômeno conhecido como feminização da migração. Assim, questões ligadas à sexualidade e gênero entre os imigrantes têm merecido atenção no âmbito social e acadêmico, necessitando de reflexões e abordagens que possibilitem a sua interpretação e compreensão adequadas. Este GT tem como foco discussões relativas à sexualidade, homossexualidade, direitos LGBT’s, gênero, diversidade e estudos sobre mulheres em contextos de migração ou mobilidade humana, podendo ser articulados com marcadores sociais de diferença: raça, nacionalidade, classe, religião, etnia, entre outros.
Coordenação: Ercílio Langa (UFC, IDDAB); Violeta Holanda (Unilab) e Victor Macedo (Unilab)

GT 7: Migração, diáspora africana e literatura

A relação entre arte e cultura é fortemente marcada, em muitas expressões estéticas, dentre elas o cinema e a literatura, por elementos inseparáveis que são a migração e a violência. É inegável que tais elementos perpassam a história das diásporas africanas, que se traduz na composição de novas cartografias culturais. Tanto é que o fenômeno das migrações, dos deslocamentos, tem proporcionado uma reconfiguração espacial, pelo fato de habitantes de países colonizados migrarem para várias partes do mundo e aí produzirem uma literatura que expressa esse deslocamento, como é o caso de “Tutuba, feiticeira negra de Salém”, da escritora caribenha Marize Condé, e de “Amada”, de norte-americana Tony Morrison. Essa escrita da diáspora tem sido recebida com certa recusa, como se não estivesse apta a pertencer a um cânone. Assim, o lugar dessa literatura merece um debate, que, entre outras questões, também aponta para a definição, valor e para o tipo de escrita que reflete sobre a marginalização dos imigrantes de países colonizados, onde quer que aportem.
Coordenação: Izabel Cristina dos Santos Teixeira (Unilab)

GT 8: Migrações, mídias sociais e arte afro-diaspórica

Considerando que as minorias étnicas mantêm forte “identificação associativa” com culturas de origem, e que, na diáspora, as identidades se tornam múltiplas, este GT se propõe a ser um espaço acadêmico para apresentação e debate sobre as questões relativas à criação artística no contexto da diáspora africana que ponham em discussão aspectos referentes à experiência sensível com as obras, aspectos referentes aos artistas e sua recepção pelo público, às estéticas e poéticas que se definem nesses processos, aspectos relativos à subjetividade na experiência cultural com as linguagens artísticas e seus modos de singularização, aspectos relativos ao estilo na criação artística e sua influência na comunidade (onde se insere a manifestação artística) e na sociedade mais ampla na qual esta se localiza. Se a identidade é questão histórica de vários povos com diversas origens, como pensa Stuart Hall, diversos processos de hibridização cultural podem ser estudados, como os fenômenos de transculturação, ou crioulização, no qual “grupos subordinados ou marginais selecionam e inventam, a partir dos materiais a eles transmitidos pela cultura metropolitana dominante, processo da ‘zona de contato’” (Hall, 2006). Assim, no contexto da diáspora afro-americana (no qual se inserem as diásporas afro-cubanas, afro-jamaicanas e afro-brasileiras, entre outras) podem ser apresentados estudos e pesquisas relativas às mídias sociais e manifestações artísticas de caráter popular como maracatu, afoxé, coco-de-roda, tambor de crioula, cacuriá, ciranda, samba, jongo, reggae, salsa, cumbia, entre outras.
Coordenação: Ivan Maia(Unilab), Francisca Rosália Silva Menezes (Unilab) e José Sérgio Amancio de Moura (Unilab)

GT 9: Migrações, racismo, antirracismo e educação

A proposta deste GT é, a partir da Educação das Relações Étnico-Raciais, refletir sobre migrações, racismo e antirracismo na educação, trazendo à baila as dimensões políticas, culturais e sociais do racismo e desigualdades, perpassando pela escola na perpetuação e superação destas dimensões.  Ancora-se nos preceitos legais, como a Lei 10.639/2003 e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, em especial da reformulação dos currículos aos desafios na formação de professores. Desta forma, este GT propõe dialogar com pesquisadores, estudantes, professores e comunidade, a respeito de suas pesquisas e experiências com as temáticas deste grupo.
Coordenação: Evaldo Ribeiro (Unilab) e Elisangela André (Unilab)

GT 10: História, migração e trabalhadores

O processo de formação social brasileiro, desde o tempo colonial, é marcado pelo fenômeno migratório. Migrações, mas também emigrações e, então, imigrações, definem, de pontos de vista diversos, a história e a trajetória de contingentes importantes da população, em cada período da história deste país. As consequências deste dado sobre a sociedade são evidentemente enormes na medida em que, por exemplo, relacionam o Brasil com uma série de outros lugares, já que, conforme o sociólogo argelino Abdelmalek Sayad, a imigração começa sempre com uma emigração e “o imigrante tem como duplo o emigrante”. Mesmo assim, e talvez por conta da diversidade extrema das situações migratórias (migração forçada dos africanos envolvidos no tráfico, migrações internas ligadas às frentes de expansão, expatriações dos portugueses nas colônias ou nomadismo sazonal dos grupos indígenas etc), nos seus termos e nas suas causas, a historiografia, só recentemente e muitas vezes de forma não sistematizada, se voltou para enxergar a importância e a especifidade da problemática migratória. Da mesma forma, no Ceará, terra de muitas migrações e migrantes, o fenômeno parece, às vezes, tão “naturalizado” que impede que seja analisado na sua complexiadade e do ponto de vista das condições inherentes à experiência migratória. Neste sentido, o presente GT se define como espaço de interlocução, de trocas em torno de experiências, de projetos e trabalhos de pesquisas voltados para a temática da migração abordada numa perspectiva sócio-histórica.
Coordenação: Franck Ribard (UFC), Edson Holanda (Unilab) e Silviana Fernandez Mariz (Unilab)