Estudantes angolanos comemoram independência com música e alegria

Angola é aqui! No dia em que se comemoram os 36 anos de independência de Portugal, em 11 de novembro de 1975, os estudantes angolanos da Unilab transportaram para o anfiteatro da Universidade, um pouco da cultura, da tradição, da dança, do sentimento e do orgulho de serem angolanos. Em 60 minutos foi possível ‘viver’ um pouco de Angola, sua gente, música, arte, poesia, seus recursos e belezas naturais.
Foram onze apresentações ao todo, iniciando com a execução do Hino Nacional de Angola. Em seguida, sob a condução das estudantes Leila Makete e Florença Almeida, houve a apresentação da dança “Omboio”, típica da parte sul de Angola. Além de Leila e Florença, o grupo era formado pelos estudantes dançarinos Abigail Benoliel, Adelaide Wolo, Cristina Ângelo, João Pascual, Pereira Panzo, Elizabete Puati, Indira Ribeiro, Julio Maza, Ferreira Timóteo e Jacinto Nicolau.
Com uma série de slides, foi possível conhecer a história do país, localização no continente africano, os limites territoriais, além do período colonial e da guerra civil. Na sequência, os estudantes apresentaram a segunda dança “Rebita”. A música selecionada tem como título Muatu Muenio, uma dança de salão representada aos pares, onde os homens se exibem para as mulheres. Assim como o Omboio, Rebita também tem origem no sul de Angola.
Intercalando as apresentações musicais, as duas apresentadoras falaram sobre a língua oficial de Angola, suas províncias e etnia lingüística, além da exibição de imagens de um vídeo sobre o ritmo “semba”. A atração seguinte foi a dança “Fuba”, dançada na forma de cabetula, interpretada com alegria pelos dançarinos.
Os estudantes da Unilab, que lotaram o anfiteatro, conheceram as belezas naturais de Angola, e foram informados de que o país faz parte da Opep (Organização de Exportadores de Petróleo). Grande parte da produção do país é explorada na província de Cabinda.
A apresentação, que já empolgava os estudantes na plateia, ficou ainda mais animada com a exibição do Kuduro, uma dança da periferia, que revela toda alegria do povo angolano. A coreografia foi apresentada como dança de família, uma dança sincronizada que reúne toda a família angolana, pais, filhos e amigos. E não foi diferente no anfiteatro: os bailarinos convidaram os estudantes e transformaram o palco numa pista de dança.
Na parte final da apresentação, os estudantes angolanos recitaram, emocionados, o poema “Havemos de voltar”, de Antônio Agostinho Neto, primeiro presidente de Angola e proclamador da independência do país. No encerramento da programação, o grupo de estudantes angolanos cantou a música “País Novo”, contando

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