Unilab comemora um ano de atividades com programação especial

Momento da coroação da rainha do maracatu Az de Ouro

A Unilab, neste dia 25 de maio de 2012, está em festa. Hoje é comemorado um ano de funcionamento de atividades da Universidade e celebrado o Dia da África. Para marcar esta data, a Unilab preparou uma programação especial, que teve início às 10h, com a apresentação do Grupo de Maracatu Az de Ouro.

Mesa de abertura das comemorações de aniversário

Após a apresentação do maracatu, foi formada a mesa de abertura, que contou com a participação do reitor Paulo Speller, da vice-reitora Maria Elias, das pró-reitoras, do embaixador de Moçambique Murade Murargy, da prefeita de Redenção, Francisca Torres Bezerra, e do reitor da Universidade Católica de Pernambuco, Padre Pedro Rubens.

Reitor Paulo Speller

O reitor parabenizou os estudantes e os servidores que atuam na Unilab e destacou os avanços que vêm acontecendo na Universidade. “Além da expansão física, estamos criando ações sociais voltadas para os alunos, oferecendo condições de moradia, alimentação e bolsas de iniciação científica para que eles possam se dedicar à vida acadêmica”, declarou o reitor.

Embaixador de Moçambique, Murade Murargy

O embaixador Murade Murargy comentou que a força da Unilab não deve vir apenas do Brasil, mas de todos os países que fazem parte da CPLP, enfocando a importância do investimento em recursos humanos. “A Unilab é um braço da CPLP, são cursos essenciais para nós. O Brasil é um país amigo e estratégico e nós, africanos, devemos respeitar as leis brasileiras. Todos nós somos representantes da África”, afirmou Murade Murargy.

Pró-reitora de Relações Institucionais, Selma Pantoja

Seguindo a programação, a pró-reitora de Relações Institucionais, Selma Pantoja, apresentou a conferência “Entre Áfricas e Brasis: Heranças e Desafios”, na qual contou algumas de suas experiências como pesquisadora do continente africano. “Os estudos nessa área ainda são insuficientes. O nosso olhar ainda precisa acordar, observar uma África real e tentar fugir da abordagem que lá só tem miséria. O Brasil precisa dar conta de uma nova percepção sobre esse continente”, analisou a conferencista.

Discurso da professora Selma Pantoja na íntegra:

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Apresentação teatral sobre o casamento tradicional na Guiné-Bissau

Dança Inalou, de Timor-Leste

Rap da Unilab

A programação cultural foi organizada pelos estudantes africanos, brasileiros e timorenses, com o apoio da Coordenação de Arte e Cultura. Para mostrar a diversidade e promover o intercâmbio cultural, foram realizadas apresentações de música, teatro, poemas e danças.

A estudante Carimato Bari

A estudante e uma das representantes da Guiné-Bissau, Carimato Bari, fez parte da encenação que mostrou o casamento tradicional do seu país. “Quero mostrar a minha cultura. É muita emoção, porque eu nunca pensei em ter esses encontros. É importante para a gente conhecer a cultura do outro”, disse.

O aluno Pereira Domingos Panzo

O estudante angolano Pereira Domingos Panzo estava muito contente com a festa. “É muito bonito. Dá para se sentir em casa. Todo esse colorido, as apresentações e as indumentárias lembram muito a África”, observou o estudante.

A estudante cearense Francisca Argeline

A cearense, do município de Capistrano, Francisca Argeline de Lima estava animada com os diferentes ritmos tocados nessa manhã, que foi do batuque ao rap. “É essencial essa mistura, essa integração. Nós também fazemos parte da África”, afirmou.

A timorense Febriana de Carvalho

Ainda em comemoração ao Dia da África, o almoço no Restaurante Universitário lembrou a culinária do continente. Foi servido o caldo de mancarra (frango com creme de amendoim). A timorense Febriana de Carvalho não está acostumada as comidas apimentadas, mas aprovou o prato. “É gostoso, mas é muito diferente”, disse a aluna.

À TARDE

No período da tarde, a programação festiva prosseguiu a partir das 13h30, na Biblioteca Universitária (BU), que no dia de hoje também comemora um ano de criação. Na ocasião, a coordenadora da BU, Fátima Portela, falou um pouco da história da Biblioteca que, apesar de bem jovem, possui um acervo com um total de 26 mil documentos. “Nossa biblioteca é um equipamento acolhedor, onde tudo cabe e todos podem”, afirmou emocionada.

Reitor Paulo Speller

Na sequência, o reitor Paulo Speller fez um breve discurso, onde reforçou a importância da interiorização das universidades federais, cuja presença serve de estímulo, de vetor, não só para a cidade onde se instala, como também para todo o seu entorno. E citou o exemplo da Unilab, instalada em Redenção mas com atividades que abrangem todo o Maciço de Baturité. “Agora, estamos investindo no nosso Sistema de Educação a Distância e no credenciamento de pólos fora do Maciço”, explicou.

Segundo Speller, a Unilab, por sua própria missão, cumpre seu papel regional e, ao mesmo, o de integração internacional, sendo as atividades culturais fundamentais para esta integração entre os estudantes brasileiros e estrangeiros. Animado com a assinatura da ordem de serviço para a construção do Campus das Auroras, ele ressaltou que o novo campus possibilitará a realização de mais ações que envolvam a comunidade de Redenção e do Maciço de Baturité.

Pedro Rubens, Paulo Speller e Maria Elias Soares

Em seguida, o reitor da Unilab passou a palavra para o reitor da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Pedro Rubens, que lançou seu livro “Lugar onde os pássaros cantam e as pessoas contam histórias”. Cearense de Aracoiaba, o reitor da Unicap falou sobre sua obra, uma coletânea de sete “causos”, reunindo memórias de sua infância e histórias do povo do interior. Ele aproveitou para explicar que o título do livro é uma homenagem a sua cidade natal, pois é o significado da palavra “aracoiaba” na língua guarani.

Maestro Gladson Carvalho e os jovens músicos de Redenção

Após o lançamento, os presentes foram brindados com a apresentação dos jovens estudantes da Escola Livre de Música de Redenção, regidos pelo maestro Gladson Carvalho. Durante a exibição musical, as crianças tocaram “Asa Branca”, em homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga, comemorado em 2012 e, logo depois, mostraram o maracatu “Pavão Mysteriozo”, do compositor cearense Ednardo.

Fátima Portela, Maria Elias Soares, Pedro Rubens e pró-reitora Adênia Guimarães

Encerrando a cerimônia, a vice-reitora da Unilab, Maria Elias Soares, agradeceu a presença de Pedro Rubens e enalteceu o trabalho realizado pela equipe da BU, tendo à frente a professora Fátima Portela. “A biblioteca é um espaço vivo, dinâmico e que deve integrar, e esse é o trabalho que vem sendo feito aqui por Fátima Portela e sua equipe. Espero ver neste espaço outras atividades como esta de agora”, disse a vice-reitora.

Dando continuidade à programação, a partir das 15h30, os estudantes, professores e servidores participaram de uma conferência do escritor angolano José Eduardo Agualusa, sobre o tema “A África e o Brasil: Novas Relações Culturais”. A conversa integra o projeto Debates Universitários, parceria entre a Unilab e o Sistema O Povo de Comunicação.

Eduardo Agualusa, Paulo Speller e Plínio Bortolotti

A conferência foi aberta pelo reitor Paulo Speller que saudou a todos os presentes e passou a palavra para o diretor institucional do Sistema O Povo, Plínio Bortolotti. Ele ressaltou a importância do projeto Debates Universitários, cujo objetivo maior é promover o diálogo entre estudiosos, jornalistas, pesquisadores, escritores, entre outros, e a comunidade universitária. Segundo ele, o Sistema O Povo é muito ligado às questões da educação e, por isso, sempre estimulou a instalação da Unilab aqui no Ceará.

Escritor angolano Eduardo Agualusa

Agualusa iniciou sua apresentação falando das relações passadas entre o Brasil e a África e das heranças compartilhadas. Destacou o papel fundamental que o país ocupa hoje e da sua importância estratégica e da sua responsabilidade com os países africanos. Entre outras coisas, ele citou a necessidade do Brasil produzir uma política da língua portuguesa, reunindo todos os países lusófonos; estimular a realização de eventos como feiras de livros e festivais literários e também apoiar a criação de redes de bibliotecas públicas, em todos os países lusófonos.

O encerramento festivo aconteceu no final da tarde com o batuque do Afoxé Acabaca.

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