Unilab participa da programação da X Bienal Internacional do Livro do Ceará

A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) vai participar da X Bienal Internacional do Livro do Ceará, que ocorre de 8 a 18 de novembro no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. Além da programação no Centro de Eventos, serão realizadas outras atividades no Campus da Liberdade, em Redenção. A Unilab também terá um estande na Bienal, onde os visitantes poderão saber mais informações sobre suas atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Durante a programação, a Unilab promoverá os Encontros Lusófonos que irão levar à Bienal escritores de países africanos e de municípios do interior do Ceará. Estarão na Bienal os escritores Conceição Lima, de São Tomé e Príncipe; Eduardo Quive, de Moçambique; Filinto Elísio, de Cabo Verde; e Odete Semedo, de Guiné-Bissau. O grupo de brasileiros é formado pelos escritores Dona Zilda Eduardo, de Guaramiranga; Sebastião Chicute, de Capistrano; Alan Mendonça, de Russas; Ari Bandeira, de Barreira; e Ana Nascimento, de Aracoiaba.

Nos dias 9 e 16 de novembro, o coordenador de Arte e Cultura da Unilab, Fernando Leão, irá ministrar a oficina de leitura dramática a partir de textos de Wole Soyinka, dramaturgo nigeriano, agraciado com o Nobel de Literatura de 1986. Na programação, também haverá a apresentação da peça “Teorema do Silêncio”, do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português que tem como diretor o português residente em Cabo Verde há 20 anos, João Branco.

Serão promovidos ainda debates sobre literatura e teatro lusófonos e sarau lusófono com a presença dos escritores africanos e de estudantes de países de língua portuguesa residentes no Ceará. Nos dias 12, 19 e 21 de novembro, os Encontros Lusófonos, com os escritores estrangeiros, serão realizados no Anfiteatro do Campus da Liberdade, em Redenção.

Bienal

A X Bienal Internacional do Livro do Ceará será palco de extensa programação que resgatará a história da Padaria Espiritual – movimento artístico cearense que em 1892 escandalizou a pequena Fortaleza com o humor, o talento e a ousadia de um grupo de “rapazes de Letras e Artes” que se contrapunham a uma Fortaleza elitista, influenciada pela Academia Francesa (1872).

Cento e vinte anos depois, essa importante agremiação cultural, formada por escritores, pintores e músicos, que obteve repercussão nacional, inspira a X Bienal Internacional do Livro do Ceará, que terá como tema “Padaria Espiritual: o pão do espírito para o mundo”.

Efemérides

Além da Padaria Espiritual, a X Bienal Internacional do Livro do Ceará homenageará a Semana de Arte Moderna, evento ocorrido em 1922, em São Paulo, que também marcou época ao apresentar novas ideias e revolucionários conceitos artísticos.

A Bienal homenageará, ainda, os 150 anos de nascimento da escritora cearense Francisca Clotilde e os centenários do rei do baião, Luiz Gonzaga, dos escritores Jorge Amado e Nélson Rodrigues e do cantador e violeiro Joaquim Batista de Sena, genuíno representante da poesia popular nordestina.

Grupo de Teatro do Centro Cultural Português (CCP)

O Grupo de Teatro do Centro Cultural Português (CCP) nasceu em 1993 e, desde então, tem imprimido uma dinâmica teatral na Ilha de São Vicente sem precedentes. Começou por ser um “Curso de Iniciação Teatral”, nasceu como grupo, sem nunca ter esquecido a vertente da formação, que continua a ser ministrada no CCP, em paralelo com as atividades do grupo teatral. Assim, o grupo vai substituindo os participantes que saem, captando os alunos mais versáteis, tendo formado um grande número de novos atores, já considerado – por unanimidade – como a nova geração de atores do teatro cabo-verdiano.

O espetáculo “Teorema do Silêncio” é uma verdadeira integração lusófona. Traz um texto inédito de Caplan Neves, dramaturgo cabo-verdiano da Ilha de Santo Antão. Em cena, a atriz brasileira Janaina Alves interpreta Sandra, e o cabo-verdiano Fonseca Soares dá vida a um professor de matemática. A direção é do português João Branco, radicado em Cabo Verde há 20 anos.

O espetáculo recorre a flashbacks (recordações) para se contar a história de um abuso sexual de menor. A direção explica que este não é um assunto onde se possa permanecer neutro. Aliás, a neutralidade humana é provavelmente impossível. “E porque compromisso em arte não é sinônimo de panfletarismo, o que pretendemos é um objeto genuinamente artístico, que aborde objetivamente o silêncio sobre a violência, que fale de abuso e de morte (da alma e do corpo) como coisas reais, que promova o direito à recusa a toda a espécie de manipulações corporais e espirituais invasivas”, esclarece a direção.

Acesse o site oficial da X Bienal Internacional do Livro do Ceará

Transporte de estudantes

Os estudantes da Unilab, em especial graduandos dos cursos de Ciências Humanas e Letras, interessados em participar da programação da X Bienal Internacional do Livro do Ceará devem preencher a ficha de inscrição e entregar na sala da Coordenação de Arte e Cultura. Os ônibus sairão nos dias 11, 13, 14, 15, 16 e 17, em diferentes horários.

Ficha de inscrição

Dias e horários do transporte

Veja a programação da Unilab na X Bienal Internacional do Livro do Ceará

Centro de Eventos (Fortaleza)

Download (PDF, 809KB)

Campus da Liberdade (Redenção)

Download (PDF, 375KB)

Escritores africanos presentes na X Bienal Internacional do Livro do Ceará

Filinto Elísio (Cabo Verde)

Conselheiro cultural do primeiro-ministro, poeta e prosador, membro da Associação Escritores Cabo-Verdianos. Obras publicadas: Do Lado de Cá da Rosa (poesia) / Prato do Dia (crónica) / O Inferno do Riso (poesia) / Das Frutas Serenadas (poesia) / Das Hespérides (poesia, crónica e fotografia) / Li Cores & Ad Vinhos (poesia/plástica de Mito) / Outros Sais da Beira-Mar (romance) / Cabo Verde: 30 anos de Cultura (ensaio)/ Me_xendo no Baú. Vasculhando o U (poesia/plástica de Luís Geraldes).

Eduardo Quive (Moçambique)

Jornalista, jovem escritor (com livro no prelo), ativista de direitos humanos e editor da Revista Literatas, publicação eletrônica artístico-literária, que visa exaltar os valores literários moçambicanos e dos países lusófonos. Empenha-se na escrita literária nos gêneros ensaio, poesia, conto, crônica e romance. Participou de uma Antologia do Prêmio Mundial de Poesia Nósside 2011, da Itália.

Odete Semedo (Guiné-Bissau)

Doutora em Letras (Literaturas de Língua Portuguesa), pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUCMINAS), 2010 e, também, investigadora sénior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP). Ex-ministra da Educação Nacional de junho 1997 a fevereiro 1999. Ex-Ministra da Saúde de março de 2004 a novembro de 2005. Tem experiência internacional como consultora de várias organizações, entre as quais as Nações Unidas e PLAN International. Participou da fundação das revistas Tcholona Artes e Cultura onde publicou ensaios de intervenção cívica.

Conceição Lima (São Tomé e Príncipe)

Nascida em Santana, ilha de São Tomé, São Tomé e Príncipe, em 8 de dezembro de 1961, Conceição Lima é poetisa e atualmente jornalista freelancer. É membro – fundador da União Nacional dos Escritores e Artistas São-Tomenses (Uneas). É licenciada em Estudos Africanos, Portugueses e Brasileiros pelo King’s College de Londres e possui o grau de mestre em Estudos Africanos, com especialização em Governos e Políticas em África, pela School of Oriental and African Studies (SOAS) de Londres. Estudou jornalismo em Portugal e foi, durante vários anos, jornalista e produtora dos Serviços de Língua Portuguesa da BBC, em Londres. De regresso ao seu país, foi produtora e, mais tarde, diretora da Televisão São-Tomense (TVS). Também trabalhou e exerceu cargos de direção na Rádio Nacional e na imprensa escrita.

 

Comentários encerrados.