IHL encerra trimestre com palestra de um dos melhores escritores africanos do século XX

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Ungulani Ba Ka Khosa (ou Francisco Esaú Cossa) é escritor e historiador nascido em Moçambique

A Unilab realiza, nesta quarta-feira (28), o Encerramento do Trimestre Letivo do Instituto de Humanidades e Letras. Para prestigiar este momento, foi convidado o escritor e historiador moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa, que ministrará a palestra “Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa: Literatura, revoluções e memórias silenciadas”, a partir das 16h30, no Anfiteatro do Campus da Liberdade (Redenção-CE). Na ocasião, o palestrante também lançará o livro Ualalapi, de sua autoria.

Encontro com o escritor Ungulani

Partindo de um contexto em que muitos países já tinham sua literatura impregnada de valores que a singularizam frente às outras, Ungulani acredita que os países africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) ainda buscam sua independência na tentativa de definir o que são as literaturas angolana, cabo-verdiana, guineense, moçambicana e santomense. Segundo ele, “começamos por excluir, antes de erigirmos o nosso edifício”.

De acordo com o escritor, “os PALOP definiram-se como países que tinham que matar a tribo para que nascesse a nação”. “Foi entre estas balizas ‘assassinas’ que nós, escritores nascidos com as independências, demos os nossos primeiros passos”, explica Ungulani.

Realização do Instituto de Humanidades e Letras (IHL/ UNILAB) e NANDYALA Livraria & Editora, com apoio da Reitoria da UNILAB, a palestra tem como público-alvo a comunidade universitária e comunidade externa (estudantes do Bacharelado em Humanidades e do curso de Letras terão direito a certificados). O acesso será por meio de inscrição por ordem de chegada e com vagas limitadas a 200 pessoas.

Sobre o palestrante
Ungulani Ba Ka Khosa, nome tsonga (grupo étnico do sul de Moçambique) de Francisco Esaú Cossa, nasceu em 1º de Agosto de 1957, em Inhaminga, província de Sofala. Bacharelou-se pela Faculdade de Educação da Universidade Eduardo Mondlane (UEM/Maputo) em ensino de História e Geografia em 1981 e exerceu a função de professor do ensino secundário. Foi diretor adjunto do Instituto Nacional de Cinema e Audiovisual de Moçambique e, em estreita colaboração com cineastas nacionais, participou na elaboração de roteiros dos jornais cinematográficos e alguns guias cinematográficos.

Durante a década de 90 foi cronista de vários jornais nacionais. Foi co-fundador da revista literária Charrua. É membro da Associação dos Escritores Moçambicanos. Foi agraciado com: Prêmio Gazeta de Ficção Narrativa, em 1988; Prêmio Nacional de Literatura, em 1991; Homenagem da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em 2003; Prêmio José Craveirinha, em 2007; e com Ualalapi, obra de estreia, consta da lista dos 100 (cem) melhores autores africanos do século XX. É também autor de Orgia dos Loucos (1990), Histórias de Amor e Espanto (1993), No Reino dos Abutres (2001), Os Sobreviventes da Noite (2005), Choriro (2009) e Entre as Memórias Silenciadas (2013).

Serviço
Palestra “Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa: Literatura, revoluções e memórias silenciadas” e lançamento do livro Ualalapi, com Ungulani Ba Ka Khosa (Francisco Esaú Cossa).
Local: Anfiteatro do Campus da Liberdade, Redenção/CE.
Data: 28/08/2013.
Hora: 16h30 às 18h00.
Acesso: gratuito (inscrição por ordem de chegada e limitado a 200 pessoas).

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