Missão do Ministério da Educação de Angola visita Unilab

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A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), recebeu nesta terça-feira (27) uma missão do Instituto Nacional de Formação de Quadros, entidade que integra o Ministério da Educação de Angola (África). A visita ao Brasil teve como objetivo averiguar o andamento de programas de formação de professores junto à Universidade Federal do Ceará, sondar possibilidades de ampliação do programa junto à Unilab e à Secretaria de Educação do Estado do Ceará e dialogar com estudantes angolanos atualmente matriculados na Unilab.

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Após reunião com a reitora da Unilab, professora Nilma Lino Gomes, a comitiva teve a oportunidade de conhecer as instalações do Campus da Liberdade, já em funcionamento, e as obras da futura sede da universidade, o Campus das Auroras – ambas em Redenção, no Ceará.

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À tarde, os visitantes angolanos puderam se reunir com estudantes de mesma nacionalidade no Auditório do Campus da Liberdade, ocasião em que puderam dialogar livremente com todos, além de receber suas impressões sobre a vida acadêmica na Unilab e suas expectativas para após sua graduação. Com perguntas principalmente associadas à infraestrutura de saúde e perspectivas de trabalho e estágio, os estudantes expuseram suas dúvidas e experiências aos membros da comitiva.

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A diretora geral do Instituto Nacional de Formação de Quadros de Angola, Sra. Luiza Maria Alves Grilo, que presidia a missão, lembrou a todos os presentes as limitações e vantagens do programa de intercâmbio. Segundo ela, “limitações e sacrifícios fazem parte de qualquer experiência fora do conforto da própria casa, do próprio país. O desafio é grande para cada envolvido, e devemos aproveitar as oportunidades cientes disso, preparados psicologicamente, mesmo”.

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A diretora afirmou que o governo angolano fará o possível para aprimorar o programa e em todos os aspectos, mas “a Unilab é jovem, ainda está crescendo, e esse é um dos motivos por que enviamos um número ainda reduzido de estudantes, quando Angola tem uma demanda muito maior de profissionais”. “Precisamos de profissionais flexíveis, aptos para trabalhar e disponíveis para atender as demandas das diferentes províncias, pois Luanda está saturada, não tem tanto emprego lá”, explicou. Lembrando que as primeiras eleições autárquicas acontecerão em 2015, Luiza Maria acrescentou que “a demanda atual e futura não é só por técnicos e professores, mas vale também para administradores e gestores”.

O diretor do gabinete de Intercâmbio Internacional do Ministério da Educação, Dr. Aldo Sambo, ressaltou que o trabalho do governo angolano é criar as condições objetivas para formar quadros, mas não pode empregar a todos. “O país está vivendo um boom, crescendo nos mais diversos setores da iniciativa pública, mas também privada. Vocês precisam pensar nestes setores para procurar trabalho, mas também pensar como empreendedores, pois as chances serão muitas e o governo angolano pretende incentivar estas iniciativas”, explicou.

O professor Robério Américo do Carmo Souza, coordenador de Ensino de Graduação, pediu que em nenhum momento os estudantes e membros da missão se sentissem constrangidos em expressar eventuais descontentamentos ou críticas, pois a administração da Unilab tem ciência dos desafios a superar e vive no esforço crescente neste sentido. “Trabalhamos em duas frentes difíceis, que são a internacionalização e a interiorização do ensino universitário, com certeza obstáculos que Angola também enfrenta e estamos juntos tentando ultrapassar”, lembrou.

O pró-reitor de Políticas Afirmativas Estudantis, professor Roberto Carlos da Silva Borges, agradeceu a elegância do diálogo com os alunos e acrescentou um desafio aos já citados, “a aceitação dos municípios de Redenção e Acarape de que a Unilab é uma instituição Federal e internacional, um conceito ainda de difícil alcance para a população e serviços públicos da região”.

A pró-reitora de Relações Institucionais, professora Maria do Socorro Moura Rufino, agradeceu a presença e participação de todos e assumiu, em nome da Unilab, o compromisso de estreitar relações com o Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Angola (Inagbe, antigo Inabe) em uma futura missão ao país ou receber representantes da instituição na Unilab. Ela acrescentou que “a Proinst (sua pró-reitoria) tem firmado cada vez mais parcerias e convênios para viabilizar bolsas e estágios”, citando a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), “que, em breve, poderão oferecer oportunidades em todo o país e mesmo fora dele”.

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