Estudantes e professores do Campus dos Malês participam de vivência internacional na Comunidade Terreiro Caxuté

Estudantes e professores da Unilab participaram da “Primeira Vivência Internacional da Comunidade Terreiro Caxuté”, na cidade de Valença/BA. O evento aconteceu nos dias 09 e 10 de agosto com mostra de vídeos, exposição fotográfica e oferta de iguarias da culinária afro-baiana.

“Primeira Vivência Internacional” da Comunidade Terreiro Caxuté

“Primeira Vivência Internacional” da Comunidade Terreiro Caxuté

O Terreiro Caxuté comemorou duas décadas de existência e nessa ocasião foi realizado uma roda de conversa com docentes e discentes do Campus dos Malês, em São Francisco do Conde/BA. Com a sacerdotisa afro Mãe Bárbara, adeptos do Candomblé, intelectuais e interessados pelo assunto puderam discutir sobre Ancestralidade, Memória, Educação e Resistencia do Candomblé Angola Bantu – Terreiro Caxuté.

Esse Terreiro promove vivências e essa foi a primeira experiência em nível internacional. Para o estudante guineense Leonel Mendes, “a participação na festa foi ótima. O ambiente era de harmonia e havia reconhecimento aos valores das crenças tradicionais africanas. O preconceito que muitas pessoas têm sobre esta religião, o Candomblé, não tem relação direta com as práticas que vi e vivi; é uma festa sagrada que reconhece as raízes dos ancestrais. Não tem melhor e nem pior religião no mundo, a fé determina a pessoa na sua escolha”.

“Primeira Vivência Internacional” da Comunidade Terreiro Caxuté

“Primeira Vivência Internacional” da Comunidade Terreiro Caxuté

De acordo com o prof. da Unilab, Paulo Sérgio Proença, “participar da festa foi uma experiência singular. Pude conhecer uma comunidade que professa o Candomblé, pela primeira vez. A tradição religiosa a que pertenço não vê com bons olhos as religiões africanas. Experimentei uma convivência respeitosa e fraterna e pude testemunhar a força dos elos étnico-comunitários que alimentam sonhos e ideais da Comunidade Caxuté, que resiste, com vigor, aos preconceitos que os descendentes africanos sofrem, no Brasil”.

Na oportunidade, houve uma exposição fotográfica com o tema “Nos corredores da fé: na intimidade da Comunidade Terreiro Caxuté,” do fotógrafo francês Richard Mas.

Espaço religioso de matriz africana, o Terreiro, localizado no distrito de Maricoabo, município de Valença/BA, foi fundado em 1994 pela sacerdotisa afro Maria Balbina dos Santos, a Mãe Bárbara. A comunidade oferece também um espaço de educação não formal: Escola de Religião e Cultura de Matriz Africana do Baixo Sul da Bahia – Escola Caxuté.

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