Seminário no Campus dos Malês busca incentivar a pesquisa como prática acadêmica

Na última sexta-feira (24), aconteceu, no Campus dos Malês, o seminário “Desafios e perspectivas da pesquisa interdisciplinar em humanidades”. O evento teve o objetivo de incentivar a pesquisa como prática acadêmica dos estudantes do curso de Bacharelado em Humanidades (BHU).

O seminário contou com a participação de professores da Unilab, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) e Universidade Estadual da Bahia (UNEB), os quais foram discutidos assuntos sobre a produção de conhecimento, assim como seus desafios e perspectivas.

Rosângela Araújo (Mestre Janja), ao centro, falando sobre "Intersecções entre raça, gênero e sexualidade"

Rosângela Araújo (Mestre Janja), ao centro, falando sobre “Intersecções entre raça, gênero e sexualidade”

A professora da UFBA, Rosângela Araújo, conhecida como Mestre de capoeira Janja, esteve no evento e falou da importância dos estudos da capoeira, enquanto herança cultural de origem africana, inserido na área da pesquisa acadêmica. Rosângela falou da relação da prática com a teoria e, segundo ela, “a capoeira é um espaço de formação prazeroso e sólido. Foi como capoeirista que me constituí como pesquisadora e é um amplo espaço de pesquisa. A universidade é um local de produzir conhecimento e a Unilab tem uma responsabilidade no desenvolvimento de estudos africanos e isso nos coloca em um lugar confortável na produção dessas pesquisas”, disse ela.

Público presente no seminário

Público presente no seminário

O encontro foi uma oportunidade de troca entre os estudantes e pesquisadores, estabelecendo uma aproximação com profissionais experientes na área. “É uma oportunidade estar aqui partilhando experiências de pesquisa. Sou pesquisadora guineense e é importante conhecer e ampliar meu olhar de como funcionam as problemáticas que se confrontam com os estudantes africanos que moram aqui e dialogar sobre o assunto. É um momento fundamental para os alunos e para mim que estou como professora visitante no Brasil. Desejo que quem queira enveredar para o campo da pesquisa, que seja de forma engajada e com o objetivo de produzir conhecimento de forma situada e com consciência”, disse a professora Patrícia Gomes, participante do Programa de Pós-Graduação de Estudos Étnicos e Africanos da UFBA.

Estudante Beatriz Borges expondo trabalho

Estudante Beatriz Borges expondo trabalho

As organizadoras do encontro, professoras Matilde Ribeiro, Cristiane Souza e Caterina Rea, visaram uma reflexão coletiva, sendo uma aula estendida sobre o assunto. A estudante do curso de BHU, Beatriz Borges, participou do seminário e, para ela, “esse é um evento importante. As mesas estão contribuindo para minha caminhada acadêmica e me despertando a querer saber mais. São assuntos do cotidiano que aprendemos a ver com o olhar de pesquisadora”. Já Bruna Maia, também aluna do curso de BHU, “estou sendo estimulada a estudar e pesquisar assuntos de que gosto e procurando ver problemas e questões”, afirmou ela.

Estudante Bruna Maia expondo trabalho

Estudante Bruna Maia expondo trabalho

Estiveram presentes também as professoras da Unilab, do Ceará, Vera Regina Silva e Rebeca Meijer discutindo os temas “Territorialidade e comunidades tradicionais” e  “Educação, cultura e ações afirmativas”, respectivamente.

Professora Vera Regina Silva, a esquerda, falando sobre "Territorialidade e comunidades tradicionais"

Professora Vera Regina Silva, a esquerda, falando sobre “Territorialidade e comunidades tradicionais”

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