Campanha “Chega de violência de gênero” é lançada nesta quinta-feira (23) com a presença de Maria da Penha

Destaque Chega de Violência

Na quinta-feira (23), acontece no auditório do bloco didático, do Campus da Liberdade, às 10:30h, o lançamento da campanha “Chega de violência de gênero!”, com a presença de Maria da Penha. A ação tem por objetivo sensibilizar a comunidade acadêmica à percepção da diversidade de gênero e a compreensão da problemática da violência relacionada a atitudes machistas, sexistas, homo-lesbo-trans-fóbicas, racistas e xenofóbicas.

O evento será transmitido, através de videoconferência, para o auditório do Campus dos Malês, em São Francisco do Conde/BA.

A campanha é uma iniciativa do Núcleo de Políticas de Gênero e Sexualidades (NPGS), órgão vinculado à Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Estudantis (Propae), e do Grupo de Pesquisa FEMPOS (Pós-colonialidade, Feminismos e Epistemologias Anti-hegemônicas)/Campus dos Malês, em parceria com o Centro de Referência da Mulher de Redenção e a Pró-reitoria de Relações Institucionais (Proinst).

Sobre Maria da Penha

Maria da Penha Maia Fernandes é uma biofarmacêutica brasileira que lutou para que seu agressor viesse a ser condenado. Com 70 anos e três filhas, hoje ela é líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres, vítima emblemática da violência doméstica.

Em 7 de agosto de 2006, foi sancionada pelo então presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva a Lei Maria da Penha, na qual há aumento no rigor das punições às agressões contra a mulher, quando ocorridas no ambiente doméstico ou familiar.

Em 1983, seu marido, o professor colombiano Marco Antonio Heredia Viveros, tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez atirou simulando um assalto, e na segunda tentou eletrocutá-la. Por conta das agressões sofridas, Penha ficou paraplégica. Dezenove anos depois, seu agressor foi condenado a oito anos de prisão. Por meio de recursos jurídicos, ficou preso por dois anos. Solto em 2004, hoje está livre.

O episódio chegou à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) e foi considerado, pela primeira vez na história, um crime de violência doméstica. Hoje, Penha é coordenadora de estudos da Associação de Estudos, Pesquisas e Publicações da Associação de Parentes e Amigos de Vítimas de Violência (APAVV), no Ceará, desenvolve ações vinculadas ao Instituto Maria da Penha, sendo amplamente reconhecida pelas instâncias governamentais e representantes do movimento feminista.

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