Mesa redonda e roda de capoeira marcam o lançamento, nesta quinta-feira (20), do Diálogos Urbanos, com o tema “A inserção da capoeira no campo da lusofonia”

A inserção da capoeira no campo da lusofonia-Unilab

Nesta quinta-feira (20), às 16h, o Grupo Interdisciplinar de Pesquisas Urbanas (GIPU) promove o primeiro Diálogos Urbanos, com o tema “A inserção da capoeira no campo da lusofonia”. O evento, que acontece no Auditório do bloco didático do Campus da Liberdade, conta com mesa redonda, com os professores Ricardo Nascimento, Larissa Gabarra e Marcelo Testa, seguida de roda de capoeira. Será conferido certificado aos participantes.

Ricardo Nascimento é graduado em Geografia, com mestrado em Sociologia e doutorado em Antropologia, trabalhando questões de interculturalidade e de lusofonia, a partir da expansão e internacionalização da capoeira. Mora no exterior há mais de 25 anos e atualmente reside em Lisboa, Portugal, onde é professor de capoeira. É presidente da Associação Cultural Ginga Brasil, em Portugal, através da qual desenvolve intervenção social nos bairros periféricos de Lisboa, promovendo a interculturalidade, tendo como focos a imigração lusófona em Portugal, a capoeira e a cultura afro-brasileira fora do Brasil. Também é membro do Conselho Municipal para a Interculturalidade e Cidadania de Lisboa, que reúne associações e movimentos urbanos que trabalham junto às populações imigrantes, particularmente as de origem africana.

Larissa Gabarra, professora do Instituto de Humanidades e Letras da Unilab, é historiadora, com pesquisas na área de memórias africanas nas culturas populares brasileiras e capoeirista. Participa ainda do evento o professor Marcelo Testa, particularmente na roda de capoeira.

O grupo de pesquisa incluiu essa edição do “Diálogos Urbanos” como atividade do movimento de greve dos docentes da Unilab, discutindo questões que envolvem professores, técnico-administrativos, estudantes, sociedade civil e governos do Maciço de Baturité. Além das questões de interculturalidade e de lusofonia, os diálogos têm o intuito de subsidiar caminhos para a inserção de jovens africanos nas cidades do Maciço, com acesso a direitos urbanos (habitação, transporte, lazer, saneamento, entre outros), o que inclui também o enfrentamento de preconceitos, discriminações e violências múltiplas vivenciadas nos espaços urbanos.

O evento tem o apoio da Coordenação de Arte e Cultura, vinculada à Pró-Reitoria de Extensão, Arte e Cultura (Proex), e do curso de Sociologia da Unilab.

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