GUINÉ-BISSAU – Carlos Correia empossado como novo primeiro-ministro

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O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, nomeou nesta quinta-feira (17), por decreto, Carlos Correia como primeiro-ministro do país. O decreto presidencial que anuncia a nomeação salienta que o chefe de Estado guineense cumpriu com as formalidades previstas na Constituição. Carlos Correia, natural de Bissau, 81 anos, já foi empossado numa cerimônia realizada às 16 horas locais pelo presidente José Mário Vaz, no Palácio Presidencial em Bissau.

É a quarta vez que Carlos Correia, veterano da luta pela independência, assume a chefia do Governo na Guiné-Bissau. Carlos Correia ocupou o cargo de 1991 a 1994, de 1997 a 1998 e em 2008.

Carlos Correia, primeiro-ministro de Guiné-Bissau

Carlos Correia, primeiro-ministro de Guiné-Bissau

Engenheiro agrônomo formado na extinta RDA, o novo primeiro-ministro guineense é tido como um homem “sério e rigoroso”, depois de ter assumido por três ocasiões a chefia do Governo, sempre para ultrapassar crises políticas. Aguarda-se agora os nomes que irão constar do futuro elenco governamental.

A escolha de Carlos Correia ficou decidida quarta-feira (16) em Bissau, na sequência de uma reunião da direção do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em que o novo primeiro-ministro, recolheu 68 dos 69 votos do “Bureau” político. No final da reunião, Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC e ex-primeiro-ministro guineense, exonerado a 12 de agosto por José Mário Vaz, afirmou ter abdicado do seu “direito natural” à luz dos estatutos do partido, que estipulam que, em caso de vitória eleitoral, é o líder partidário quem assume a chefia do Governo. O presidente do PAIGC acrescentou que a decisão de “abdicar” tem o aval do partido e segue os estatutos da formação política.

A 20 de agosto, oito dias após a exoneração de Simões Pereira, o Presidente guineense nomeou como chefe do Governo Baciro Dja, que chegou a formar um Governo. Porém, o novo Executivo foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal de Justiça guineense, pelo que o país está, oficialmente, sem Governo desde 12 de agosto.

Fonte: Deutsche Welle

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