Cerimônia confere grau a formandos do Bacharelado em Humanidades e Curso de Ciências da Natureza e Matemática

Dezenas de estudantes colaram grau na noite da última sexta-feira (17). Foto: Assecom/Unilab.

Foto: Assecom/Unilab.

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“Exercer com dignidade profissional as atribuições inerentes ao grau que me é conferido, visando servir ao ser humano e à integração entre os povos”. Esse é um trecho do juramento feito por cerca de 50 estudantes concludentes dos cursos de Bacharelado em Humanidades (BHU) e do Curso de Ciências da Natureza e Matemática (CNM).

Participaram da mesa da colação de grau o reitor da Unilab, Tomaz Aroldo Santos; o vice-reitor, Aristeu Lima; a pró-reitora de Graduação, Andrea Linard; o diretor do Instituto de Humanidades e Letras (IHL), Maurílio Lima; a diretora do Instituto de Ciências Exatas e da Natureza (Icen), Lívia Paulia Ribeiro; o coordenador do curso de Bacharelado em Humanidades, Leandro de Proença; a coordenadora do curso de Ciências da Natureza e Matemática (CNM), Mylene Ribeiro; a patrona da turma do BHU, Vera Rodrigues; a patrona do curso de CNM, Jacqueline Freire; e a paraninfa do CNM, Viviane Pinho.

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Mesa da colação de grau. Foto: Assecom/Unilab.

A estudante Roberta Arruda, do CNM, destacou os sentimentos de saudade e gratidão. “Foram muitas dificuldades, em alguns momentos até vontade de desistir, mas tivemos muita ajuda”, relembrou. Ela explicou que o nome da turma é Ubuntu, que quer dizer “Eu sou porque nós somos”. “Os professores tiveram rigor necessário para não relaxarmos; tiraram-nos do Ensino Médio e nos apresentaram à academia. Gratidão especial aos familiares e pais. Obrigada pelo apoio incondicional; pela ansiedade de esperar nosso retorno aos fins de semana. Gratos por serem nossos pilares, amamos vocês”, declarou.

A turma do BHU também agradeceu aos familiares. “Sozinhos não teríamos conseguido. Encerramos esse ciclo com a sensação de dever cumprido, mas é só um tijolo na nossa construção. A implantação da Unilab mudou o Maciço de Baturité, tirou a venda de nossos olhos, construiu pontes para que diferentes culturas se encontrassem. A Unilab é uma criança com prodígios de adulto experiente”, disseram em mensagem lida pela concludente Roberta.

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Foto: Assecom/Unilab.

O paraninfo do BHU, professor Carlos Eduardo Bezerra, não pôde comparecer, por motivos de saúde, mas enviou o discurso, que foi lido pela formanda Juliana Santos. “A Unilab é nova e a grande riqueza é tentarmos fazer tudo diferente, sermos autênticos. Desejo a vocês coragem; defesa dos Direitos Humanos; a consciência de saber de onde viemos; curiosidade, fundamental para a pesquisa; que o prazer de estudar não se acabe, pois estudar é bom. Não há vida sem luta e só a luta muda a vida. Vivam, vivam, vão viver!”, declarou. A funcionária Leiliane Pontes foi homenageada e recebeu presente da turma.

A paraninfa do CNM, Viviane Pinho, destacou o orgulho em testemunhar o crescimento dos estudantes. “Depois de tanta luta, saem da universidade com tantos aprendizados, amigos e vivências. Sobre o futuro, não o temam; lembrem das tantas vezes em que superaram as dificuldades. Continuem escrevendo histórias de vida inspiradoras”, disse.

Patrona do BHU, Vera Rodrigues destacou que recebeu o convite com alegria, surpresa e gratidão. “Eu acredito e aposto em trajetórias coletivas de vida e vocês me fazem reafirmar isso com o nome da turma ‘Ubuntu’. Devemos valorizar mais o ser do que o ter; redes de apoio valem mais que meritocracia. Eu acredito no protagonismo acadêmico de vocês. Penso no futuro que vocês terão e peço que façam valer a pena, por vocês e seus familiares, e eu digo ‘Ubuntu’. Que valha a pena o esforço por uma vida melhor e coletiva. Sejam felizes!”, disse.

O professor Paulo Speller, primeiro reitor pro tempore da Unilab, enviou vídeo saudando os formandos. Já a patrona do CNM, Jacqueline Freire, ressaltou a contribuição que os estudantes deixam à universidade. “Vocês não passaram e não passarão! Estão em nós! Muito obrigada por tudo que nos ensinaram. Hoje é a saudade às avessas. Muitos voltarão ao ponto de partida e é a saudade da Unilab”, sublinhou.

O reitor da Unilab, Tomaz Aroldo Santos, parabenizou os estudantes pela conclusão desta etapa. “Sabemos que resulta do esforço dos formandos, das famílias, dos profissionais técnico-administrativos, da Unilab, dos nossos povos que financiam a educação com os impostos. Desejo-lhes que sejam bem-sucedidos profissionalmente e pessoalmente”, disse. Sobre o retorno dos profissionais à sociedade, destacou que a formatura funciona como uma prestação de contas com a sociedade, e aconselhou aos novos profissionais uma vida ética. “O gesto dito é o que mais educa. Ensinem seus alunos a questionarem, valorizem mais as dúvidas do que certezas”, finalizou. Confira, na íntegra, o discurso do reitor Tomaz Santos.

Expectativas

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A guineense Iadira Antonio Impanta, de 21 anos, terminou o curso de Bacharelado em Humanidades. Foto: Assecom/Unilab.

 

Ao fechar um ciclo, é comum fazer reflexões, pensar nas saudades que virão e também nos planos. O estudante guineense Manuel Nanque, de 29 anos, concluiu o Bacharelado em Humanidades e pretende fazer a terminalidade de Sociologia. “Foi preciso muita coragem, houve dificuldades no começo. O diploma custou bastante estudo e consegui-lo traz muita satisfação”, ressalta.

Também concludente do BHU, a estudante guineense Iadira Antonio Impanta, de 21 anos, afirma que quer estudar mais as relações Brasil-África e depois contribuir com sua pátria. Ela conta ainda que foi a primeira da família a sair do país para estudar.

Já Ferreira Manuel Timóteo, angolano de 30 anos, concluiu o curso de Ciências da Natureza e Matemática, na terminalidade de Biologia. “Pretendo dar continuidade aos estudos, vou me preparar para o mestrado. Vai ser muito difícil se por acaso eu deixar o Brasil, já construí uma família aqui durante anos, e agora na reta final o coração aperta”, declarou.

O estudante George Cavalcante já é formado em História, concluiu o BHU e pretende fazer a terminalidade de Antropologia. Foto: Assecom/Unilab.

George Cavalcante já é formado em História, concluiu o BHU e pretende fazer a terminalidade de Antropologia. Foto: Assecom/Unilab.

Para o concludente George Cavalcante, do BHU, o curso alarga a visão profissional, pois já é formado em História. “Meu primeiro contato com a Unilab foi através de um curso de Arqueologia, oferecido aos professores da escola onde trabalhava. Fiz esse curso e resolvi fazer o Enem em 2012, vi a oferta de vagas da instituição e como eu já tinha tido contato com a Unilab, me interessei e entrei no BHU, até pela proposta do curso, interdisciplinar, dialogar com todas as áreas das Ciências Humanas, e isso me fascinou”, relata.

BOTAO AVALIE

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