Delegação de Moçambique participa do I Festival das Culturas da Unilab

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Delegação de Moçambique | Foto: Unilab

O grupo de moçambicanos composto por professores, alunos e corpo técnico participou do I Festival das Culturas da Unilab apresentando a essência da arte, da literatura e a musicalidade das tendências regionais. A palestra “Antes e Pós Independência, Marcas e Tendências de José Craveirinha e Eduardo White”, abriu as atividades da delegação no Auditório Didático do Campus da Liberdade da Unilab, em Redenção/CE.

O evento foi mediado pelo professor Carlos Subuhana, do Instituto de Humanidades e Letras (IHL) da Unilab, e apresentado pelos professores universitários e escritores moçambicanos da Escola Superior de Gestão, Ciências e Tecnologias (ESGCT), Irene Mendes e Aurélio Ginja.

O professor e mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), Aurélio Ginja, apresentou um breve comentário histórico da cultura e literatura moçambicana e, em especial, citou um poema de Rui de Noronha, considerado como referência para a literatura moçambicana, com o título “África – Surge et Ambula”, que significa, segundo Ginja, um apelo para o despertar da África face a dominação em que se encontrava o continente naquele momento, e a caminho de sua independência, assim citada na frase: “Desperta! O teu dormir já foi mais que terreno. Ouve a voz do Progresso, este outro nazareno. Que a mão te estende e diz: ‘África, surge et ambula!’”.

Para complementar a palestra, a doutora em Linguística na especialidade de Lexicologia, pela Faculdade de Ciências Sociais e em Humanas pela Universidade Nova de Lisboa, Irene Mendes fez sua apresentação com base na análise do léxico das palavras de algumas obras moçambicanas, entre elas da escritora Noemia de Sousa.

Expressões Artísticas Moçambicanas
O primeiro grupo artístico a se apresentar no festival foi a Banda CV, grupo musical fundado em 2009 composta por Félix Namagôa (guitarrista e compositor) e por Merali Sidi (baixista e compositor) na Universidade Politécnica em Maputo. Apresentou-se à toda comunidade acadêmica e demais participantes com ritmos próprios e populares, combinando a Marrabenta e o Pandza com os ritmos antilhanos, nomeadamente o Zouk.

Segundo Félix Namagôa, componente da Banda CV, a participação do grupo moçambicano nas noites do Festival, “foi um momento único, por unir nações falantes de língua portuguesa, com as quais nos identificamos, além de termos passado histórico comum, fomos colonizados pelo mesmo país, temos culturas parecidas e grandes momentos de interação entre nossas culturas. Acho que conseguimos atingir o objetivo que era transmitir nossa cultura da melhor forma possível”, afirma.

Quanto ao I Festival das Culturas, Félix agradeceu o convite para visitar o Brasil e participar do evento. “Esse festival serviu justamente para aproximar nossas culturas e exaltar o que elas têm de melhor. A participação dos grupos de Teatro, Musical, Tuna Acadêmica da Universidade Politécnica no Festival foi para mostrar o que Moçambique é em termos culturais pelos nossos grupos”, concluiu.

Outra atividade musical foi apresentada pela Tuna Acadêmica (Canto Coral), que desenvolve a expressividade africana através da dança tradicional Marrabenta – Stewart Sukuma.

As artes cênicas moçambicana foram apresentadas pelo grupo de Teatro Whaluty, composto por cinco atores e estudantes da Universidade Politécnica, levando ao palco do Anfiteatro do Campus da Liberdade vários assuntos sociais moçambicanos, com a peça “Senhora Presidente”.

A atriz Wazee elogiou a organização do evento por ter sido “feita em detalhes e bem desenhada, além de uma ótima implementação e recepção”, afirmou.

A oportunidade de convivência e integração foi apresentada a todos os parceiros da Unilab durante os dias em que o Festival das Culturas foi acontecendo. Para Wazee, “foi interessante aprender sobre a cultura de outros países parceiros da Unilab. E sobre essa ideia que a nossa peça trouxe quis mostrar tanto o passado de Moçambique, durante e depois da independência, durante a Guerra Civil e os tempos atuais. Trouxemos uma visão mais direta, atual, não só o que se lê nos livros de História, mas o que se vivencia agora”, esclareceu.

No domingo, a delegação de Moçambique se apresentou no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza/CE. O evento foi uma extensão do I Festival das Culturas Itinerante da Unilab, promovido pela Proex com parceria com o complexo Dragão do Mar.

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Apresentação no Dragão do Mar

Segundo o gerente de Arte e Cultura da Unilab, Nixon Araújo, “o Festival das Culturas Itinerante da Unilab foi uma tentativa de compartilhar com outros espaços, para além dos muros das universidades, da experiência cultural e artística do Festival e da diversidade cultural presente na Unilab”, esclareceu.

BOTAO-AVALIE

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