I Festival das Culturas promove a integração entre a comunidade e os países parceiros da Unilab

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Projeto Buscando a Construção da Arte- BCA | Pacoti/Ce

Com o tema “Vozes de África, Vozes do Brasil”, a Unilab promoveu a primeira edição do Festival das Culturas, que aconteceu entre os dias 19 e 22 de julho, no Ceará e Bahia. O evento foi idealizado pelo reitor pro tempore, Tomaz Santos, e coordenado pela Pró-Reitoria de Arte e Cultura (Proex), promovendo um diálogo com as demais pró-reitorias como um espaço de integração para a arte e o universo de expressões culturais envolvendo os sete países de língua portuguesa parceiros da Unilab.

A programação desta edição contou com a articulação de diversas atividades entre música, poesia, artes cênicas, fotografia e literatura, promovidas em mesas-redondas, rodas de conversa e debates em conjunto com apresentações musicais, oficinas, amostras de danças, de teatro e saraus, com artistas brasileiros, africanos e timorenses que narram suas experiências e percepções da integração cultural entre as ex-colônias de Portugal na África e Ásia.

Capoeira da Unilab

De acordo com dados fornecidos pela Proex, nos quatro dias em que aconteceu, o festival, no Campus da Liberdade, em Redenção/CE, envolveu um público diário de aproximadamente 1.000 pessoas, que se distribuíram entre 7 seminários, 4 rodas de conversa e 22 espaços de formação que trataram de temas como escrita criativa, arte-cultura e juventude, produção de conhecimento, integração afro-brasileira e museologia indígena.

Foram oferecidas 20 oficinas que trabalharam com dança, musicalidade, artes visuais, cultura afro e fotografia. Além destas, foram exibidos quatro filmes dentro da Mostra de Cinema que abordaram cenários locais e internacionais. A Mostra de Teatro, outra ação que contou com a presença expressiva de público, teve cinco montagens de espetáculos brasileiros e moçambicanos.

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Nos palcos, “Encontro” e “Vozes”, artistas locais e estrangeiros se apresentaram com canto, interpretação e dança de diferentes gêneros entre música clássica ao forró, passando pela MPB, Rap, Rock, Hip hop, Afoxé, Carimbó, Ballet, danças tradicionais indígenas e africanas, totalizando 34 apresentações, apenas no Ceará, e mais de 50 apresentações nos dois estados.

Para a realização da primeira edição do Festival das Culturas da Unilab, a pró-reitora de Extensão, Arte e Cultura, Rafaella Pessoa destaca que “o evento superou as expectativas quanto à realização e presença de público, em destaque a participação de estudantes, docentes, técnicos, além da presença marcante da comunidade de Redenção, distrito de Antônio Diogo e Acarape/CE, prestigiando a todos os espetáculos do festival”, revela.

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Quanto as próximas edições do festival no calendário de julho, segundo Rafaella, a intenção é que “sejam de maior amplitude e que possamos trazer outros artistas de renome nacional, internacional e da região, além de ampliar a participação das comunidades. Assim como permitir a realização das atividades artísticas e culturais, oficinas e outras do festival em outras localidades do Maciço de Baturité/CE, como também ao entorno de São Francisco do Conde/BA”, explica.

 

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“Um festival de arte e cultura tem como princípio e objetivo maior, o encontro. Acredita que o I Festival da Unilab conseguiu alcançar este objetivo em diversas camadas, desde a questão dos estudantes, nas suas dimensões culturais e artísticas, já que se encontram diariamente de diversas áreas e setores, agora em outro espaço. Uma outra possibilidade de se olhar, um olhar diferente da arte e cultura”, declarou Vanessia Gomes, articuladora de Arte e Cultura da Pró-Reitoria de Extensão, Arte e Cultura (Proex).

As atividades desenvolvidas no festival ficaram a cargo, na grande maioria, dos estudantes da Unilab, os quais, com visão e ação própria, foram orientadores, facilitadores, além de ministrantes das oficinas de arte e cultura. “Foi notória a participação dos estudantes envolvidos com esse projeto, os quais ajudaram muito a todos os setores da universidade no festival”, explicou Vanessia.

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Quanto aos monitores de produção cultural, a articuladora Vanessia destacou a importância na formação dos discentes instruídos pelas variáveis que congregam uma ação de produção cultural, como a produção de um evento, aprendendo sobre cerimonial, receptivo, hight tech, questão de palco, como lidar com artistas, estabelecer uma programação, entre outras ações no apoio ao evento durante todos os dias.

A implementação do I Festival das Culturas Itinerante da Unilab, levando as apresentações internacionais ao complexo Dragão do Mar de Arte e Cultura de Fortaleza, o qual apoiou a realização do evento, “foi uma tentativa de compartilhar com outros espaços, para além dos muros das universidades, a experiência cultural e artística do Festival e da diversidade cultural presente na Unilab”, declarou Nixon Araújo, o gerente de Arte e Cultura da Unilab.

 

comissão moçambique - destaque

Delegação de Moçambique

“Seja no Ceará, seja na Bahia o Festival foi construído pelos estudantes, técnicos e pelos docentes para os estudantes, é a beleza de nossas diferenças, das nossas várias línguas, países, cores, etnias que compomos e dançamos uma das festas mais lindas que a Unilab já teve”, complementou.

O Festival em São Francisco do Conde/BA

Em São Francisco do Conde/BA, as inúmeras atividades artísticas tiveram público estimado de 350 pessoas. Houve mostra de filmes, seguida de debate, espaços de formação, lançamentos de livros, acompanhados de performances artísticas (música e poesia); sarau cultural; mesa-redonda sobre o samba no Recôncavo Baiano; contação de histórias; e debate cultural com estudantes dos países da CPLP sobre memórias e trajetórias.

Apresentações no Malês

Foto: Irene Lopes

As oito oficinas foram um dos destaques do evento, com público total de aproximadamente 160 pessoas, abrangendo teatro, música, artesanato, desenho, informática, línguas e outros.

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Nos dois palcos do Campus do Malês (Vozes e Encontro), ocorreram 25 manifestações artísticas envolvendo música em diversas vertentes, como quadrilha junina, fanfarra, MPB, rock, ritmos africanos, dança do ventre, RAP, danças típicas brasileiras e estrangeiras, kizomba, street dance, forró, samba chula, capoeira, filarmônica, música eletrônica e coral.

Outra expressividade artística e cultural ficou por conta das performances teatrais espalhadas nos diversos espaços do festival, tratando de temas como sexualidade, humor, religiosidade, recital de poesias, monólogo e colonização.

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As exposições permanentes distribuídas por toda a universidade mostraram ao público um pouco da feira gastronômica, com comidas típicas do Brasil e da África, do artesanato do Recôncavo Baiano, do estande do Projeto Ôxe e de literatura contemporânea.

Apresentações no Malês 3

Segundo Reinaldo Pereira, da Proex no Campus dos Malês/BA, “recebemos inúmeros elogios dos participantes por estarem gostando do evento. Foi uma oportunidade de ratificar ainda mais a necessidade de diálogo entre a universidade e a comunidade externa, uma vez que existem muitas culturas que podem acrescentar conhecimentos mútuos, disse ele. Ainda de acordo com Reinaldo, “houve uma conexão com os municípios vizinhos e isso foi muito positivo”.

BOTAO-AVALIE

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