Cooperação entre Unilab e Sema resultará no plantio de 30 mil árvores e no reflorestamento de 25 hectares na bacia do Rio Pacoti

Da esquerda para a direita: David Benevides, prefeito de Redenção; Aristeu Lima, reitor em exercício; e Artur Bruno; secretário Estadual de Meio Ambiente.

Da esquerda para a direita: David Benevides, prefeito de Redenção; Aristeu Lima, reitor em exercício; e Artur Bruno; secretário Estadual de Meio Ambiente.

Hoje (24), na véspera da maior festa popular do Brasil, deu-se início a um importante capítulo na história do meio ambiente do Estado do Ceará. A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), Ceará, assinaram, no auditório do bloco administrativo, Campus da Liberdade, Redenção/CE, o termo de cooperação técnica para o florestamento e reflorestamento na bacia hidrográfica do Rio Pacoti.

Na prática, essa cooperação representa, inicialmente, o plantio de 30 mil mudas e a recuperação de 25 hectares de nascentes, topos de morro e mata ciliar no entorno deste rio, que ainda é o maior da Região Metropolitana. O Rio Pacoti, que por muito tempo foi responsável pelo abastecimento da capital cearense, nasce pequenino em Guaramiranga e Pacoti e se estende pelos municípios de Eusébio, Fortaleza e Aquiraz.

A cerimônia contou com as presenças do vice-reitor, no exercício da Reitoria da Unilab, Aristeu Lima; do secretário de Meio Ambiente do Estado do Ceará, Artur Bruno; do prefeito de Redenção, David Benevides, além de professores, estudantes, gestores públicos e representantes da comunidade local que lotaram o auditório.

O professor do Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR/Unilab), Luís Gustavo Chaves, fez uma breve apresentação do projeto de recuperação ambiental do Rio Pacoti. Chaves lembrou que, entre os vários benefícios, essa recuperação vai propiciar uma reconstituição da paisagem nativa, reduzir o processo de erosão do solo e servir de importante abrigo para a fauna local. Para tanto, o projeto seguirá cinco etapas que serão desenvolvidas de forma independente, a saber: a seleção e o preparo das áreas, a obtenção de semente, a produção de mudas, o plantio e o acompanhamento.

Luís Gustavo Chaves: professor da Unilab e um dos coordenadores do projeto.

Luís Gustavo Chaves: professor da Unilab e um dos coordenadores do projeto.

Enaltecendo a união entre o Governo do Estado, os municípios da região do Maciço de Baturité e a Unilab, como peça fundamental para o êxito dessa iniciativa, o secretário Artur Bruno começou sua fala citando um ditado popular africano que diz: “Se quiseres chegar logo, ande só; se quiseres chegar longe, ande acompanhado”. E completou: “Pelo empenho de todos os envolvidos e pela forte parceria com a Unilab, estou convicto de que esse projeto de reflorestamento e florestamento do Rio Pacoti vai servir de modelo para o nosso Estado”.

Arthur Bruno lembrou ainda que, no Ceará, 43% da cobertura natural foi perdida e que esse desmatamento tem afetado o clima, sendo inclusive um dos responsáveis pelos longos períodos de estiagem. A intenção do projeto é, portanto, mudar essa paisagem. “Iniciamos hoje no Maciço um projeto piloto, ousado, que vai plantar 30 mil árvores e, com a Unilab, vamos construir um viveiro, uma unidade de produção de mudas que, futuramente, será usada em todo o Estado”, defendeu o secretário. Essa produção de mudas será realizada no Campus das Auroras, situado entre os municípios cearenses de Redenção e Acarape.

Aristeu Lima destacou a sensibilidade ecológica da administração estadual e o papel da Unilab na condução desse processo. “A assinatura dessa cooperação não se trata, diretamente, de geração de emprego ou de renda, mas de algo que é também muito valioso: a preservação da natureza. E a execução desse importante projeto passa pelo envolvimento direto da Unilab, pela qualificação dos nossos professores [do Instituto de Desenvolvimento Rural], do engajamento dos estudantes e pela relação de confiança que temos com a comunidade [do Maciço de Baturité]”.

Certamente, há muito a se fazer e avançar nessa área. Segundo o Plano Plurianual – PPA de 2016/2019, apesar de todos os esforços do governo, ONGs e demais instituições, nos últimos anos, o estado do Ceará ainda apresenta graves índices de desmatamento. A ocupação humana desordenada e a exploração desenfreada dos recursos naturais vêm impactando regiões do estado, provocando a degradação do solo, a perda da cobertura vegetal nativa e a redução da disponibilidade de água.

Com a proposta de desenvolver ações para o uso sustentável dos recursos naturais e iniciativas produtivas sustentáveis, o Estado do Ceará está promovendo ações estratégicas de florestamento e reflorestamento para mitigar essa problemática e atender ao que determina os dispositivos legais, especialmente o código florestal, lei 12.651 de 25/05/2012 e a lei no 13.153 de 31/07/2015, que institui a política nacional de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca.

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