Unilab participa de reuniões técnicas de pontos focais da CPLP

V Reunião Técnica de Pontos Focais de educação da CPLP

Entre 23 e 28 de março, a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) esteve representada em reuniões técnicas dos pontos focais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na sede do Secretariado Executivo da CPLP, em Lisboa, Portugal. No contexto da educação, a V Reunião Técnica dos Pontos Focais da Educação da CPLP ocorreu nos dias 23 e 24 de março e, no contexto de tecnologias, a V Reunião Técnica dos Pontos Focais da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da CPLP aconteceu nos dias 27 e 28, ambas na sede do Secretariado Executivo da CPLP, em Lisboa, Portugal.

A Unilab compôs a delegação brasileira, coordenada pela Assessoria Internacional do Ministério da Educação (MEC), e foi representada pelo pró-reitor de Relações Institucionais e coordenador da Rede de Instituições Públicas de Educação Superior (Ripes), professor Edson Borges. O Brasil está na presidência rotativa da Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, principal órgão da Comunidade, pelo biênio 2016-2018. Também estiveram presentes pontos focais de Angola, Cabo Verde, Guiné-Equatorial, Moçambique. Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Professor Edson Borges | Fonte: CPLP

V Reunião Técnica dos Pontos Focais da Educação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

A reunião foi coordenada pela doutora Paula Silva, ponto focal da educação do Brasil. Além dela, estavam à frente da reunião a assessora internacional do MEC, Laiane Rezende; a coordenadora-geral de Cooperação com a CPLP da Agência Brasileira de Cooperação/Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), Alessandra Ambrósio; a segunda-secretária da missão do Brasil junto à CPLP, Mirtes Juliana Sobreira; e, representando a CPLP como técnica responsável nos temas da Educação, Ciência e Cultura, Arlinda Cabral.

O ponto central desta quinta edição foi a apresentação do Plano de Ação de Cooperação Multilateral no Domínio da Educação (2016-2020) e a necessidade de países parceiros destacarem documentos e informações para alimentar e atualizar permanentemente o Portal da Educação da CPLP, apresentado no evento.

Precedeu a reunião, no dia 22, o I Encontro de Peritos em Estatísticas da Educação na CPLP, ocasião em que foram apresentadas as análises e identificações dos principais indicadores estatísticos da Educação dos Estados membros da CPLP, com vista à definição da metodologia de trabalho para a operacionalização do Plano de Ação de Cooperação Multilateral no domínio da Educação da CPLP.

Também foi apresentado o “Resumo de Dados Estatísticos” do Ministério da Educação da República Democrática de Timor-Leste e a necessidade de produzir e divulgar dados dessa natureza produzidos pelos países da CPLP, priorizando a produção e divulgação de dados da “Educação Pré-Escolar; Ensino Básico e Primário; Ensino Secundário; Ensino Técnico-Profissionalizante; Alfabetização de Jovens e Adultos; Aprendizagem ao Longo da Vida; Ensino Recorrente”.

Entre os planos apresentados, o Plano Estratégico do Eixo 1 (Informação e Avaliação) busca aumentar o conhecimento mútuo relativo aos sistemas educativos dos Estados Membros (EM) da comunidade e melhorar a avaliação do sistema educativo, incluindo os sistemas e instrumentos de monitorização. Desta forma, os EM deverão se comprometer com o preenchimento de questionários que resultarão em relatórios preliminar e final.

O Glossário Técnico de Educação e Formação foi outro tema tratado pelos pontos focais, sendo definido que os EM deverão designar os seus peritos nacionais de educação de estatística que irão contribuir para a edição do documento.

Georgina Benrós, diretora-geral da CPLP | Fonte: CPLP

Segundo a diretora-geral da CPLP, doutora Georgina Benrós de Mello, “a educação é um setor-chave para tudo, para a melhoria das condições de vida e para as novas gerações, que atravessa todos os setores da economia, da sociedade e dos Estados”, disse, ressaltando a importância da reunião que tratou de temas centrais para as sociedades e a necessidade de ser um tratado com a maior dedicação possível, para que os resultados da cooperação sejam imediatamente distribuídos entre as populações dos países parceiros.

V Reunião Técnica dos Pontos Focais da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

Com a temática focada no Plano de Ação de Cooperação Multilateral no Domínio da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da CPLP (2014-2020), aprovado em abril deste ano, a V Reunião Técnica dos Pontos Focais da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da CPLP, discutiu seis importantes eixos estratégicos.

O evento foi coordenado pelo Embaixador Luís Filipe Silvério Fortuna, chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e Comunicações (MCTIC).

Entre os eixos estratégicos apresentados no plano estão inseridos os produtos da Rede de Instituições Públicas de Educação Superior (RIPES) nos eixos Mobilidade de Estudantes, Docentes, Investigadores e Cientistas Altamente Qualificados da CPLP e Espaço de Ciências e Tecnologia da CPLP. Os demais apresentados foram o Espaço do Ensino Superior da CPLP, a Rede de Informação, Avaliação e Promoção da Qualidade do Ensino Superior no Espaço da CPLP, os Programas Comuns de Investigação, Inovação e Formação Avançada para a Internacionalização da CPLP nos domínios do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia e o Espaço de Inovação da CPLP.

Na reunião, o Portal de Ensino Superior, Ciência e Tecnologia da CPLP (espaço que assegurem a partilha de informação e conhecimento sobre o ensino superior, a ciência, a tecnologia e a inovação entre a população acadêmica e científica dos Estados membros da comunidade), foi uma das três propostas discutidas com importância, juntamente com o Repositório Científico da CPLP/Portal de Acesso Aberto da CPLP e a Rede Global de Ensino, Pesquisa e Extensão em Nutrição, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (NutriSSAN).

Finalizando o momento, o Embaixador Silvério Fortuna, ressaltou a necessidade dos governos aumentarem a participação dos investimentos em ciência e tecnologia nos seus Produtos Internos Brutos – PIBs.

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