Bienal fora da Bienal traz à Unilab encontro “Oralidades & Escritas em Língua Portuguesa”

Relatos “Oralidades & Escritas em Língua Portuguesa” com escritores internacionais.

A ação “Bienal fora da Bienal 2017”, evento integrado à XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, promovido pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), em parceria com Pró-Reitoria de Extensão, Arte e Cultura (Proex) trouxe o “Encontro Oralidades & Escritas em Língua Portuguesa” na programação da II Semana de Letras da Unilab, na manhã desta quarta-feira (19), em Redenção/CE.

Os escritores renomados de diferentes nacionalidades compartilharam com o público presente as experiências e oralidades de suas línguas e dialetos naturais.

Participaram dos relatos “Oralidades & Escritas em Língua Portuguesa”, a professora do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA), Rosalina Tavares (Cabo Verde), o escritor, poeta e jornalista guineense, Tony Tcheka (Guiné Bissau), o professor do Instituto de Humanidades e Letras (IHL), Carlos Subuhana (Moçambique) e estudante do curso de Ciências da Natureza e Matemática do Icen, Brígida da Silva (Timor Leste), mediados pelo escritor Manoel Casqueiro (Guiné-Bissau).

Na apresentação das oralidades, a estudante Brígida da Silva relatou sua história de vida e luta pela independência do Timor-Leste, que assim expressou o apreço pela língua portuguesa: “o Português é uma história para o Timor-Leste, o qual usamos para expor os processos pela luta de independência e dividimos essas informações com o povo da CPLP”, explicou Brígilia.

Professor Carlos Subuhana em relatos literários.

Outro momento, foi apresentado na língua Criollo um trecho do conto tradicional de Cabo Verde “O lobo e o Chibinho” pela professora Rosalina Tavares, promovendo a uma breve reflexão interpretativa do conto popular. Em seguida, o professor Carlos Subuhana fez o relato do cotidiano em línguas natas, trazendo informações do ensinamento das línguas e dialetos nas escolas moçambicanas, além da apresentação do conto “O Morcego e o Galo” (não procure imitar os outros sem saber fazer).

Quem finalizou o momento foi o escritor Tony Tcheka com os relatos das rotinas comportamentais e oralidades locais dos grupos étnicos africanos, antes relatou sua atuação como repórter correspondente da BBC, onde conseguiu divulgar pela rádio, em primeira mão, a notícia sobre a luta do povo timorense pela sua independência.

Escritor guineense, Tony Tcheka.

As atividades da “Bienal fora da Bienal” seguem com o encontro de Tony Tcheka com os estudantes guineenses na Estação de Acarape/CE.

Mais detalhes da programação no portal da Unilab.

 

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