Unilab compõe programação da Semana do Alimento Orgânico 2017

Entre 29 de maio e 3 de junho ocorre a Semana do Alimento Orgânico. A Unilab compõe a programação do dia 1º de junho, com atividades no auditório do Campus das Auroras, em Redenção/CE.

Intermediada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR), a programação na Unilab começa às 8h30, com saudação das autoridades presentes. Em seguida, ocorre a palestra “Modificações genéticas indutoras de câncer, provocadas por exposição a agrotóxicos”, com Ronald Pinheiro, médico hematologista, da Universidade Federal do Ceará (UFC). A palestra seguinte tem como título “15 anos de pioneirismo na Agricultura Orgânica – o caso da Associação dos Produtores Orgânicos da Ibiapaba (APOI)”, com Hermínio Lima, da Comissão da Produção Orgânica do Estado do Ceará (CPOrg-CE). Haverá debates e o encerramento está previsto para ocorrer ao meio-dia.

A Semana do Alimento Orgânico traz programação bem diversificada, com ações no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Mercado dos Pinhões, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), supermercados de Fortaleza e municípios de Ipu, São Benedito e Guaraciaba do Norte. Os mais diversos assuntos serão discutidos, com ênfase na formação profissional, ensino, pesquisa, assistência técnica, organização de produtores, fomento, produção, comércio e consumo. Confira a programação completa aqui.

Sobre a Semana do Alimento Orgânico

“Você também faz parte dessa rede. Ajude a manter a qualidade orgânica”. Com este tema, a Comissão da Produção Orgânica do Estado do Ceará (CPOrg-CE) organiza mais uma edição da Semana do Alimento Orgânico, de 29 de maio a 3 de junho.

O evento, de caráter nacional, visa popularizar os alimentos orgânicos, tornando-os mais conhecidos para os consumidores, principal alvo da campanha. O objetivo, portanto, é fomentar a agricultura orgânica e tornar esta atividade cada vez maior, por meio de ações que buscam esclarecer o que é, como se desenvolve e quais as vantagens de se produzir e de se consumir produtos com essas características.

A procura por alimentos mais saudáveis tem impulsionado esta atividade no Brasil e no Mundo. Segundo a consultoria Organics Brasil, especializada na avaliação do mercado brasileiro, o consumo de produtos orgânicos cresce, em média, 20% ao ano, considerando-se o período de 2010 a 2015. Em 2015, o mercado nacional somou 2,5 bilhões de reais, com crescimento de 25% frente a 2014; para 2016, a expectativa é de que o número cresça 30%, ultrapassando os 3 bilhões de reais.

Deve-se ressalvar que, além da questão da ausência de agrotóxicos nos produtos finais, o conceito legal abrange questões sociais, culturais e ambientais, entre outras, tão importantes quanto as que se referem exclusivamente ao alimento pronto para consumo. Nessa medida, percebe-se a abrangência deste setor, que deve ser enxergado de forma sistêmica, tendo suporte nas diversas vertentes da seara agrícola, que começam antes da produção e se estendem além da porteira das unidades produtivas.

O desafio de tornar a agricultura orgânica brasileira algo que suplante o “nicho de mercado” perpassa todos os níveis de organização desta cadeia. A formação profissional está na base da mudança. Experiências inovadoras estão em curso, no intuito de dar uma visão ampliada ao limitado espectro da agricultura convencional. As crescentes oportunidades de capacitação prenunciam uma nova era nas ações que ocorrem no campo.

Com informações da Comissão da Produção Orgânica do Estado do Ceará (CPOrg-CE).

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