Primeira noite de Festival das Culturas é marcada por ritmos e convergência cultural

“Amores da Terra”, grupo Studio Lany Dance

A primeira noite do II Festival das Culturas da Unilab foi marcada pela presença significativa da comunidade acadêmica e da comunidade do Maciço de Baturité no Campus da Liberdade, em Redenção/CE. Nesta terça-feira (18), as atividades culturais e artísticas tiveram início com apresentação teatral no Palco Vozes, do grupo de língua e de cultura crioula da juventude guineense Nô Djunta Mon, do grupo de ballet “Amores da Terra”, Studio Lany Dance, além da apresentação “Poéticas em Cena”, coordenada pela professora do Instituto de Humanidades e Letras (IHL), Rosália Menezes.

O grupo moçambicano “Pérolas do Índico”trouxe o balanço das tradições culturais e do patrimônio material de Moçambique a partir da dança com três ritmos distintos entre Marrabenta, Pandza e/ou Dzukuta e Makwayela. O grupo é coordenado pelo professor do IHL, Carlos Subuhana.

Grupo moçambicano Pérolas do Índico

Outra apresentação que fez o público sambar e cantar nas arquibancadas do da Unilab foi o grupo de percussão “Unisons”, com o tema “Universo Ancestral”. O grupo é resultado do projeto de extensão “Performance da Cultura Afrodescendente”, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão, Arte e Cultura (Proex) e coordenado pelo professor do IHL, Ricardo Nascimento.

Para Ricardo Nascimento, o momento é muito importante para a universidade, onde “todas as culturas têm a oportunidade de se apresentar e se divertir juntos”, declara animado, após perceber a adesão do público com movimento e dança.

A comunidade esteve presente de forma significativa na Unilab. Segundo o funcionário público do Ministério da Saúde, José Leandro e a esposa, a vinda da universidade para Redenção foi “uma explosão, um renascimento, um alento e assim, percebendo as pessoas de fora, da região e de outros países, tornando o município mais desenvolvido”, disse, emocionado. Quanto à promoção da cultura e diversidade, para o morador “é bem-vinda, já que através dela e do ensino superior as pessoas podem evoluir profissionalmente e também estruturar melhor a região”.

Grupo Unisons

Sob a regência do professor Marcelo Leite, o espetáculo “Alucinação: Coral do IFCE canta Belchior”, composto por 25 vozes femininas e masculinas, contagiou o público presente em vários momentos da noite. O coral do Instituto Federal do Ceará (IFCE) comemora seu aniversário de 60 anos com apresentações, homenageando a música popular brasileira do cantor cearense Belchior, que faleceu este ano. ParaMarcelo Leite, o tema do festival deste ano, “Terra das Artes”, veio ao encontro do trabalho desenvolvido pelo grupo. “Estamos surpresos com a receptividade. Esperamos colaborar com esta troca outras vezes”, esclareceu.

Coral do IFCE canta Belchior

A estudante cabo-verdiana, Natalina de Jesus Monteiro, está cursando o sexto semestre do Bacharelado em Administração Pública e acredita que as apresentações artísticas promovidas no festival “ajudam a entendermos um pouco mais das culturas de cada localidade, considerando que entre nós mesmos há diferenças significativas no contexto cultural, histórico e artístico, além de promover a interação entre os povos”, afirma Natalina.

Finalizando a noite de alegria e muita melodia, o grupo Rabecacello apresentou o “concerto dos três climas”, da cidade de Itapipoca/CE, agraciada pela natureza com as três regiões climáticas (praia, serra e sertão). Segundo Gerson Samuel Rodrigues, o “Rabecacello” foi derivado da junção dos nomes dos instrumentos rabeca e violoncelo. A musicalidade da noite foi regada pelo xote, forró, world music e músicas autorais. “A noite foi maravilhosa e engrandecedora para o nosso trabalho”, finalizou o artista.

Grupo Rabecacello de Itapipoca/CE

Na avaliação do coordenador de Arte e Cultura da Proex, Marcos Coelho, apesar dos contratempos, além da Unilab ainda ser uma universidade nova, este primeiro momento musical e artístico foi “muito além da expectativa, não somente pela qualidade dos artistas como também pela receptividade do público”, esclareceu Marcos.

“Ver na arquibancada tanta diversidade, para mim, é só orgulho. A arte é isso, ela converge, se torna canal expressivo, além de atrair, capta e converge finalizando o canto da Unilab”, arrematou o coordenador.

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