Fortalecimento das diferentes linguagens e práticas sociais foi tema da 3ª Semana de Letras da Unilab

Com protagonismo estudantil e números eloquentes, digno de um congresso, ocoreu de 14 a 16 de março, no Campus da Liberdade, em Redenção/CE, a 3ª Semana Internacional de Letras da Unilab, que este ano traz como tema “Linguagem e prática social: políticas linguísticas, literaturas e pluralidades”.

A mesa na cerimônia de abertura dessa 3ª Semana Internacional de Letras, evento que reuniu estudantes, docentes e pesquisadores que investigam a linguagem como ação nas suas mais diversas manifestações, contou com as presenças de Micaely Santos, representando o Centro Acadêmico de Letras da Unilab; a professora Cláudia Ramos, representando a direção do Instituto de Humanidades e Letras (IHL/Unilab); Andréa Linard, pró-reitora de Graduação (Prograd); e Lorita Pagliuca, vice-reitora pro tempore da Unilab.

Em sua fala de abertura Micaelly Santos deu ênfase ao protagonismo estudantil como uma marca indelével desse evento. “Quero destacar que esse é um evento pensado e elaborado pelos discentes da Unilab. Lógico que para isso contamos com o apoio e a participação dos professores, da Reitoria e das pró-reitorias, mas o formato e a mobilização dos participantes nesse evento deu-se por meio do esforço e da organização dos discentes.  E, mais uma vez, atingimos um grande número de inscritos, com estudantes do nosso e de outros estados, inclusive com estudante de São Paulo”, destacou.

Professora Cláudia Ramos: “Esse é um evento importante que aumenta a cada ano”.

Já a professora Cláudia Ramos ressaltou os números positivos desta edição. “É um evento singular. Já contamos até agora com 298 inscritos, teremos a apresentação de 85 trabalhos orais e 14 minicursos, dando voz aos discentes e docentes. Isso mostra que não é um evento qualquer, é um evento importante que aumenta a cada ano”, comemorou.

Nesse contexto de protagonismo estudantil e participação massiva da comunidade acadêmica, em especial dos interessados pelas áreas de humanidades e letras,  a 3ª Semana foi, durante esses três dias, um espaço de ideias e discussões sobre linguagens e literaturas como instrumentos de transformação social.

Além das oficinas, palestras, mini-cursos, mesas-redondas, a programação dessa 3ª Semana incluiu ainda grupos de debate (GDs) sobre integração acadêmica, movimento LGBTQ e combate às opressões, oficinas de fotografia e fanzines, lançamento de livros e apresentações de trabalhos.

Na tarde de quinta-feira (15), a programação seguiu com a realização de mesas-redondas. Um dos temas apresentados, “A Literatura na perspectiva da Ecologia dos Saberes”, foi ministrado pelo professor de Língua Portuguesa e coordenador do curso de Letras da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Miguel Leocádio de Araújo Neto, sob a mediação da professora de Literatura do Instituto de Humanidades e Letras (IHL/Unilab), Aurinívea de Assis.

Foto: apresentação de Miguel Leocádio Neto, professor de Linguística da Uece

Simultaneamente, houve a apresentação do tema “Políticas linguísticas nos países lusófonos: variação, diversidade cultural e ensino”, com Maria Elias Soares, professora e diretora do Campus da Universidade Federal do Ceará (UFC) em Crateús e primeira vice-reitora da Unilab, período de 2010 a 2013. A docente fez parte da Comissão do Ministério da Educação (MEC) para a implantação da Unilab entre 2008 a 2010. Além destas importantes atuações, Maria Elias foi presidente da Comissão de Elaboração do Projeto Político-Pedagógico da implantação do curso de Letras-Língua Portuguesa da Unilab, em 2014.

Foto: Maria Elias Soares, primeira vice-reitora da Unilab

Em sua apresentação, Maria Elias tratou sobre políticas linguísticas na visão de diferentes autores renomados, enfatizando o fortalecimento da Língua Portuguesa nas áreas de ensino e pesquisa no Brasil. Ela destacou atividades desenvolvidas no contexto do aprendizado da língua nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

“O curso de Letras [Língua Portuguesa] da Unilab foi idealizado com a perspectiva do ensino de segunda língua, trazendo o Português como fortalecimento no ensino para os brasileiros e como base de conhecimento para os estudantes africanos que chegavam à universidade com dificuldades de compreensão em virtude das diferentes línguas e dialetos praticados em seu país de origem”, relembrou.

As professoras e doutoras em Linguística, Klébia Enislaine do Nascimento e Silva e Cláudia Ramos Carioca, esta última coordenadora do curso de Letras, apresentaram outras abordagens e pesquisas realizadas neste tema de políticas linguísticas nos PALOP. No final da tarde, outras duas mesas-redondas abordaram os temas “Ensino de línguas e pluralidade no contexto da Unilab” e “Linguagem como prática social”.

O evento encerra nesta sexta-feira (16) com a conferência da professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Maria Nazaré Soares Fonseca, doutora em Literatura Comparada.

 

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