Unilab marca presença no Fórum Social Mundial por meio projetos e apresentações culturais

Estudantes da Unilab.

Estudantes da Unilab.

Por meio de projetos e apresentações culturais, a Unilab marcou presença no Fórum Social Mundial (FSM), que aconteceu de 13 a 17 de março de 2018, nos municípios de Salvador, São Francisco do Conde e Lauro de Freitas/BA. O Fórum constituiu-se num espaço onde pessoas do mundo inteiro discutiram e apontaram alternativas do que é possível fazer para um mundo melhor em todas as áreas.

Uma dessas participações da Unilab deu-se no “Seminário Internacional África, Migrações, suas Diásporas, Espiritualidade e Década Internacional de Afrodescendentes: Juventude, Segurança, Justiça, Reconhecimento e Ubuntu-Bien viver”.

Este projeto foi construído pelo Grupo de Pesquisa África-Brasil: Produção do conhecimento, sociedade civil, desenvolvimento e cidadania global/Unilab/CNPq, projeto de extensão Latitudes Africanas/ Unilab, Setor de Promoção de Igualdade Racial/Sepir/Unilab, Instituto do Desenvolvimento da Diáspora Africana no Brasil (IDDAB), Instituto Emunde, Instituto Hori – Educação e Cultura, Comitê-Unilab Recôncavo Baiano e Cearense no FSM.

O seminário ocorreu na escola Municipal Dois de Julho e na Câmara Municipal dos Vereadores de Lauro Freitas. Esses espaços possibilitaram que o público do evento fosse diversificado e que o Quingoma fosse visto como um possível território futuro merecedor das atividades voltadas para as africanidades que dinamizaram todo o evento.

Mesa de diálogos: Teologias e espiritualidades afro-ancestral e cristã: resistir e transformar, Câmara Municial de Vereadores (Foto: Bas’Ilele)

Mesa de diálogos: Teologias e espiritualidades afro-ancestral e cristã: resistir e transformar, Câmara Municial de Vereadores (Foto: Bas’Ilele)

O objetivo deste seminário foi alcançado, pois conseguiu congregar cientistas sociais, ativistas sociais, teólogos/as, lideranças religiosas, artistas e estudiosos/as locais e internacionais das religiosidades africanas e afro-diaspóricas para refletir coletivamente sobre os problemas urgentes do século XXI.

“A Década internacional de Afrodescendentes e o Fórum Social Mundial de 2018, com o seu lema: Resistir é criar; resistir é transformar, serviram como plataformas motivadoras para a realização de diálogos entre os intervenientes/facilitadores/as e participantes”, destacaram os organizadores.

O evento encerrou com as intervenções culturais dos grupos locais e africanos da Unilab. Durante as trocas, pôde-se observar de que forma os ritmos africanos do continente e da diáspora brasileira estão em permanente diálogo.

“O que aconteceu em Lauro de Freitas, durante esses dois dias, traz muitas lições para sociedade: quando o poder público trabalha conjuntamente com as universidades e as organizações da sociedade civil, tendo mesmos objetivos, ali existe a possibilidade de estabelecer uma revolução desde dentro: a revolução espiritual, social, econômica contra o racismo, a insegurança, o machismo que afetam de forma negativa a vida de milhões de negros/as no Brasil e no mundo.”, ressalta Bas’ilele Malomalo, professor da Unliab.

Intesol no Forum Social Mundial.

A Intersol no FSM

A Intersol também esteve presente no FSM debatendo o tema: “Desenvolvimento, Economia Solidária, Políticas Públicas e Tecnologias Sociais”. A atividade teve como principal objetivo, trocar conhecimentos e saberes e traçar encaminhamentos sobre o diálogo entre as temáticas propostas.

Outra Ativididades

A Unilab esteve ainda presente nas seguintes atividades:

13/03: Abertura / marcha;

14:/03: Intervenção em escolas no município de Lauro de Freitas;
15/03: Atividades em São Francisco do Conde

16/03 (manhã): Assembleia das mulheres em Salvador;

16/03 (tarde e noite):  Intervenção em escolas no município de Lauro de Freitas;

17/03: Intervenção em escolas no município de Lauro de Freitas;

18/03: Atividade ecológica

Encerramento

O FSM de Lauro de Freitas abriu e encerrou com as atividades culturais dos/as artistas locais e internacionais, estudantes da Unilab, oriundos/as dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). Tratou-se de uma concepção pedagógica da cultura e arte como peças fundamentais para e na emancipação de pessoas e sociedades. O grupo Ogãs, ao abrir o evento com os tambores, conectou o evento com a seiva da filosofia africana ancestral que lhe dá vida. Os toques de tambores conectaram todos/as africanos/as do continente e da diáspora, especialmente lauro freitenses, com seus ancestrais que sempre lutaram pela liberdade.

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