Criminalização de Torcidas Organizadas é tema de debate na próxima segunda (7)

Na próxima segunda-feira (7), o Grupo de pesquisas em Segurança Pública, Justiça e Direitos Humanos (Sejudh/Unilab) promoverá mais uma Mesa de Debates do I Ciclo de debates em Segurança Pública, Justiça e Direitos Humanos” com a temática: “Juventudes, Violências e Criminalização de Torcidas Organizadas”, a partir das 18h30, no Auditório do Bloco Didático do Campus da Liberdade, em Redenção/CE.

A terceira mesa de debates foi desenvolvida pelo professor do Instituto de Humanidades e Letras (IHL) e coordenador do Sejudh, Francisco Thiago Rocha Vasconcelos com o objetivo de favorecer uma compreensão interdisciplinar da diversidade de práticas e significados que se relacionam à experiência de participação em torcidas organizadas, especialmente por parte das juventudes.

Diante dos acontecimentos ocorridos no mês de março deste ano, após os ataques de facções no bairro do Benfica, na grande Fortaleza/CE, a discussão se insere em mais um momento crítico da segurança pública no estado. Onde, os acontecimentos suscitaram mobilizações e controvérsias acerca da relação entre o cenário de violências e o papel das torcidas organizadas, com repercussões importantes para os direitos de torcedores.

Os temas principais do evento dizem respeito às formas de participação no interior das torcidas; à relação dos torcedores com a circulação na cidade; suas representações sobre pertencimento, rivalidades e violências; suas ações e reações à processos de criminalização.

Convidados para o diálogo

Josiane Maria de Castro Ribeiro, doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e autora da tese de doutorado em Sociologia pela UFC, “Conflitos, territórios e identificações: o encontro de experiências nas torcidas organizadas Cearamor e M.O.F.I”, sob a orientação de Irlys Alencar Firmo Barreira.

Raoni Oliveira Marques, formado em Ciências Sociais pela UFC com foco em investigações no sentido de compreender o fenômeno das Torcidas Organizadas. Estudou as relações de gênero na Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF).

Regis Alves Pires, historiador e especialista em metodologia do Ensino de História. Dialoga com o movimento de torcidas organizadas no Brasil, através da ANATORG – Associação Nacional de Torcidas Organizadas. Tem experiência em conferências internacionais na Universidade de Santiago em Cabo Verde na África e Universidade de Bielefeld na Alemanha.

Os participantes têm direito a certificação de 4h junto a coordenação do curso de Sociologia da Unilab.

 

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