Corpo feminino e cenas do Recôncavo Baiano são retratados nas exposições do III Festival das Culturas

Antes simples corredores e locais para trânsito de pessoas, muitas áreas abertas dos campi da Liberdade e do Malês se tornaram espaço de encontro com a arte e com temáticas e representações contemporâneas nas exposições que integram a programação do III Festival de Culturas – Arte, Cultura Popular e Resistência.

Exposição “Feminino em Cor”, no Campus da Liberdade/CE | Foto: Assecom

Uma delas é a exposição “Feminino em Cor”, no pátio administrativo do Campus da Liberdade, em Redenção/CE. Trabalho da artista Mônica Barbosa, as obras buscam refletir a construção de um discurso de transgressão. A exposição “apresenta os corpos onde as manifestações físicas costumavam estar sob controle, em um lugar onde a prioridade é estar livre. A sedução feminina é reforçada através de sua relação com a vida, com o terreno. A arte é um espaço para mediar essa temida relação com o corpo feminino e seus prazeres, para pensar sobre esse corpo como uma forma política de gestão da identidade”, ressalta o texto de apresentação.

Além dela, o público do Ceará também pode conferir as exposições “Resistência” e “PIBID e docência: percursos iniciais, experiências perenes”.

Na Bahia

Exposição do artista Regi Couto | Foto: Assecom

Conhecido como Regi Couto, Reginaldo de Almeida Couto já vendeu quadros para países como Itália e Espanha e agora está participando como expositor do Festival das Culturas. Seguindo um estilo impressionista, o artista natural de Madre de Deus e morador de São Francisco do Conde não escondeu a satisfação em ter sido bem recebido no evento.

“A aceitação dos alunos e servidores me deixou muito feliz”, declarou Regi Couto. Ao pintar quadros que retratam o município de São Francisco do Conde e a história de várias cidades baianas, o artista também comemorou a troca de experiências com os estudantes africanos; enquanto retrata o recôncavo baiano em suas telas, ele recebe conhecimento e vivências dos estudantes estrangeiros.

Público visitando a exposição no Campus dos Malês/BA | Foto: Assecom

Recém-formada em Museologia, Yven Amaral foi a responsável por levar Regi Couto à Unilab. Em sua primeira exposição, ela já pretende apresentar outros artistas locais à universidade. “A Unilab está proporcionando um espaço para que os artistas, principalmente do recôncavo, tenham a oportunidade de ter visibilidade diante da sua própria comunidade”, explicou a museologista moradora da comunidade quilombola Monte Recôncavo.

Yven participa de dois projetos da Unilab e agora pretender cursar História no Campus dos Malês, em São Francisco do Conde. Junto ao Setor de Extensão e Cultura, ela também participou da elaboração de um memorial do campus, que reúne em fotografias momentos importantes da história da comunidade acadêmica e está sendo exposto no Festival.

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