IV Semana da África no Ceará destaca a importância do continente na formação da humanidade

Abertura da IV Semana da África no Ceará

A quarta edição da Semana da África teve a programação aberta, nesta quarta-feira (23), na Unidade Acadêmica dos Palmares, em Acarape/CE. A cerimônia contou com a apresentação musical de estudantes presentes, abertura da mesa de honra e performance de tambor do graduando do curso de Letras, Trindade Nanque.

Abertura da IV Semana da África no Ceará com atividade musical

Estiveram presentes ao primeiro dia do evento, o pró-reitor de Relações Institucionais (Proinst), Max César de Araújo, representando a Reitoria; a professora do Instituto de Humanidades e Letras (IHL), Jaqueline Costa; a professora e representante do Setor de Promoção da Igualdade Racial da Unilab (Sepir/Propae), Eliane Costa Santos; o coordenador de Arte e Cultura, Marcos Vinícius Coelho; a professora do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA), Rosalina Tavares; e o representante da comissão do evento, Jilson Domingos.

O tema da mesa-redonda: “Identidades Africanas Como Resistência na Modernidade” foi apresentado pelos professores do IHL, Luís Thomas Domingos e Carlos Subuhana e pela estudante de Sociologia da Unilab, Medilanda Elizeu Tubento, mediados por Luísa Pinto Semedo.

Professores africanos do IHL, Carlos Subuhana e Luís Thomas Domingos.

Sobre a temática, o professor Luís Thomas Domingos esclareceu que a intensão foi entender como articular o conceito de Nação diante das identidades étnicas existentes. “Há um certo descompasso no conceito de conceber a Nação e o conceito de conceber as identidades em África. Nas duas coisas tem havido uma contradição, considerando que, muitas vezes, o conceito de Nação vem da Europa e quando chega na África não há o seu significado concreto. E na definição das nações atuais, tem um certo vazio”, explica Luís Thomas.

Novos parceiros

Esta edição contou com a participação de professores e estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), campus do Crato e de Juazeiro do Norte. Segundo os professores dos seus respectivos campi, o grupo participante do IFCE totalizou cerca de 70 estudantes, de cursos diversos, disciplinas mistas e de nível médio e superior. Joquebede Alencar, professora do IFCE, campus do Juazeiro do Norte, reconhece a importância da integração entre as instituições, da troca de experiências e da parceria.

Para a estudante de Zootecnia do IFCE/Crato, Nayane Souza, a importância é realçada com a troca de conhecimentos, no fortalecimento da integração dos alunos, promovendo a convivência e a aproximação entre os povos que no futuro refletirá  positivamente na sua pesquisa com a comunidade quilombola da região do campus, além de ajudar aos demais estudantes do Instituto.

Nayane Souza, estudante de Zootecnia do IFCE/Crato e demais colegas.

Segundo o professor e coordenador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI/IFCE/Crato), Luciano das Neves Carvalho, o convite para participar da Semana da África na Unilab foi aceito no ano passado, em 2017, quando a Unilab participou do evento “Artefatos da Cultura Negra”, produzido pelo Instituto. “A importância de estreitar os laços entre as instituições considerando a loucura que está se acometendo o mundo, as pessoas, as diferenças sociais e a cor de pele. A defesa da militância é que o tratamento deva ser de forma igualitária, além de mostrar que podemos contribuir com a diminuição dessas diferenças”, afirma o militante do Movimento Negro.

Participação de professores e estudantes do IFCE, campi Crato e Juazeiro do Norte

Dia 25 de Maio

Em alusão ao dia 25 de maio, marcado pelo “Dia da Libertação Africana” e pela criação da Organização da Unidade Africana (OUA), que ocorreu em 1963, em Addis Abeba, na Etiópia, hoje conhecida como União Africana (UA), a Unilab promove a IV Semana da África.

Segundo a professora Rosalina Tavares, o encontro dos chefes de Estados-Membros da África, nesta data (25 de maio) foi um marco histórico que significou a defesa e emancipação do continente para libertá-lo do colonialismo e do Apartheid. “Este movimento deve o intuito de apresentar o continente e dar soluções a partir das peculiaridades e potencialidades existentes dentro de cada estado africano, para então, alavancar o desenvolvimento sustentável que o mundo procura”, declarou a professora.

Rosalina Tavares e Eliane Santos, professoras do IHL/Unilab

No contexto da Unilab, Rosalina declarou que a significação dessa data já se apresenta nas diretrizes da Unilab, por “esse espaço ter muito significado para esse projeto. Um olhar do continente africano em potencial. É um espaço profícuo para alavancar esse novo paradigma de desenvolvimento, com a missão de promover o desenvolvimento da cooperação Sul-Sul, reconhecendo suas potencialidades”, concluiu Rosalina.

O estudante do curso de Bacharelado de Humanidades e Letras (BHU/Unilab), Jeraldino Sambé, destacou a valor da África como o “Berço da Humanidade”, onde todos que acreditamos na humanidade têm a ganhar com este reconhecimento. “Nesse momento as pessoas param para refletir sobre: o que é a África, o que é ser africano e o que é ser estudante africano na diáspora negra”,  destacou o africano de Guiné-Bissau.

A programação inclui atividades culturais, mesas redondas, rodas de conversa e oficinas. Clique aqui para conferir a programação.

Exposições e apresentação de trabalhos.

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