Samba 2018.1 reúne maior número de participantes no Campus dos Malês

Samba 2018.1

Em sua 8ª edição na Bahia, o Seminário de Ambientação Acadêmica (Samba) do Campus dos Malês teve início nesta terça-feira (3) e já é o número do evento com maior quantidade de participantes. Apenas no primeiro dia, mais de 100 pessoas marcaram presença no auditório do campus, localizado em São Francisco do Conde/BA.

Mesa de boas vindas do Samba 2018.1 | Foto: Assecom

Participaram da mesa de boas vindas a diretora do Campus dos Malês, Mírian Sumica, a chefe da Seção de Políticas Estudantis, Leila Machado, e os coordenadores dos cursos de História, Letras, Ciências Sociais, Relações Internacionais e Humanidades. Também participaram o tutor do Pulsar Magnusson da Costa, a tutora do Paie Letícia Leite, a coordenadora do Diretório Central dos Estudantes dos Malês (DCE-Malês), Janica Lopes, e a coordenadora dos Programas de Assistência ao Estudante da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Juliana Marta Santos.

Coral Sem Fronteiras | Foto: Assecom

Nas vozes do Coral sem Fronteiras do Campus dos Malês, os países dos ingressantes foram homenageados com a apresentação dos hinos nacionais correspondentes. Brasileiros, guineenses e angolanos compõem o quadro dos calouros 2018.1.

“Aproveitem ao máximo o Campus dos Malês. Vocês têm neste espaço um privilégio, uma oportunidade que não terão em nenhuma outra universidade. E aos poucos vocês vão descobrindo quais são esses privilégios”, garantiu a professora Lídia Lima, coordenadora do curso de Letras.

Pedro Leyva, coordenador de Humanidades, apresentando o curso | Foto: Assecom

Quem também falou aos estudantes ingressantes foi o professor Pedro Leyva, coordenador de Humanidades. “Pensando em uma flor, a vi nascer. Vocês são essas flores que um dia todos nós sonhamos e lutamos para ter. Uma população negra, uma população africana, dentro de uma sala de aula. Vocês são os responsáveis por esse sonho”, declarou o professor, citando o libertador da Índia, Mahatma Gandhi. “Aqui vocês vão encontrar uma universidade descolonizada. É preciso estudar de forma descolonizada, conhecendo a própria história”, completou Leyva.

Representando o Programa de Acompanhamento de Estudantes de Cursos de Graduação (Pulsar), o tutor Magnusson da Costa apresentou o programa, oferecendo apoio aos alunos, sobretudo nesse momento de chegada. “O Pulsar foi criado para ajudar os estudantes. A universidade é um lugar de conflitos. Estamos aqui para tentar diminuí-los”, afirmou o estudante de História.

Letícia Leite, tutora do Paie | Foto: Assecom

Especificamente em relação aos estudantes estrangeiros, a tutora do Programa de Acolhimento aos Estudantes Estrangeiros (Paie) Letícia Leite cumprimentou os novos “filhos”, como ela chama os colegas estrangeiros. “Nós levamos os alunos para fazer os documentos, tomar vacina, fazer exame de sangue”, explicou Letícia.

“Nós somos um corpo político. Estar na Unilab é um ato político. A Unilab nos proporciona estudar a história do colonizador e estudar a nossa história, entendendo como podemos mudar este século”, acrescentou a tutora do Paie, sendo aplaudida pela comunidade.

Comunidade participante do Samba 2018.1 | Foto: Assecom

Em seguida, a chefe da Seção de Políticas Estudantis, Leila Machado, abordou a necessidade de apropriação do espaço de resistência da Unilab. “A Seção organizou esses três dias para vocês. Façam valer este momento, cada centavo que a sociedade investe na educação de vocês. Façam a diferença dentro da Unilab”, pediu a assistente social.

Finalizando as atividades da manhã, a coordenadora dos Programas de Assistência ao Estudante da UFBA, Juliana Marta Santos, fez uma palestra sobre assistência estudantil e políticas afirmativas. Durante a fala, a pedagoga e assistente social destacou o processo histórico que levou ao aumento do percentual negro nas universidades públicas.

Juliana Marta Santos, coordenadora dos Programas de Assistência ao Estudante da UFBA | Foto: Assecom

Em relação às políticas afirmativas, Juliana discorreu acerca da necessidade da política de equidade. “Dar àquele que mais precisa, mais possibilidades para acessar. E é essa perspectiva que vocês precisam seguir”, defendeu a servidora da UFBA, ressaltando a importância da militância em movimentos sociais.

A programação do Samba vai até esta quinta-feira (5), nos campi da Unilab. Confira a programação completa na Bahia e no Ceará.

 

 

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