Unilab realiza evento dos programas Pibid e Residência Pedagógica, com presença da comunidade acadêmica e gestores e professores das redes estadual e municipal de ensino

Auditório do Campus da Liberdade, em Redenção/CE. Foto: Assecom/Unilab.

Estudantes bolsistas, professores e gestores da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) e das escolas campos prestigiaram evento de apresentação e início das ações do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) e do Programa Residência Pedagógica (PRP), este último sendo implantado agora na Unilab. Marcado pelo compromisso coletivo e cooperação, o evento ocorreu no último dia 14, tanto no Campus da Liberdade, em Redenção/CE, quanto na Secretaria de Educação de São Francisco do Conde/BA, município em que se localiza o Campus dos Malês.

 

O objetivo foi apresentar os programas à comunidade acadêmica e aos gestores escolares e, em seguida, promover formação específica às equipes envolvidas. Coordenadora institucional do Pibid na Unilab, a professora Luma Andrade, do Instituto de Humanidades e Letras (IHL), compartilhou com o auditório sobre como foi a articulação até que se chegasse à concretização do Programa Residência Pedagógica na Unilab. Houve diálogo e mobilização com as secretarias de Educação dos municípios da Região do Maciço de Baturité, e também a com a Secretaria de Educação do Estado do Ceará (Seduc). “Esse diálogo foi necessário para termos escolas habilitadas, portanto, não é um privilégio da Unilab, e sim fruto de mobilização”, explica.

Sobre a importância dos programas, Luma ressalta a via de mão dupla entre universidade e escolas. “Trabalhamos com teoria, com conhecimento, são estudantes universitários e escolas. É a práxis de que nos fala Bourdieu, teoria atrelando-se à prática”, reforçou.

Docente do Instituto de Ciências Exatas e da Natureza da Unilab (Icen), a professora Elisângela André é a coordenadora do Programa Residência Pedagógica e destaca a necessidade de articular o diálogo entre Unilab e escolas de educação básica. “A residência significa a inserção regional da Unilab e valorização e respeito às diversidades”, enfatizou.

A professora Ana Paula Caiado contribuiu com o processo de construção das propostas do Pibid e agora se desvincula formalmente do programa. Em sua fala, considerou que o programa se desenvolveu junto com a Unilab. “O Pibid cresceu ao longo desses quatro anos, acompanhou o desenvolvimento da Unilab com uma trajetória de muitos enfrentamentos e dificuldades, mas mais ainda alegrias”, afirmou.

Lorita Pagliuca, vice-reitora pro tempore da Unilab, no exercício da Reitoria. Foto: Assecom/Unilab.

A vice-reitora pro tempore Lorita Pagliuca, no exercício da Reitoria da Unilab, deu as boas-vindas a todas e desejou que a Unilab seja vista pelas escolas como parceira. “A Unilab precisa saber do que as escolas precisam para juntos construirmos nosso trabalho. Também as escolas são o laboratório que os nossos alunos utilizam. A universidade está aberta a vocês”, finalizou Lorita. Para a professora, o diálogo estabelecido entre os diferentes sujeitos e instituições envolvidos nos programas fortalece a pluralidade de pensamentos e enriquece tanto o campo das teorias sobre a educação e a formação de professores, quanto o contexto das práticas.

Já a pró-reitora de Graduação, Andrea Linard, considerou a experiência dos programas como “(…) algo inovador no contexto político do Brasil e que fortalece a formação dos professores, além de reforçar o compromisso da Unilab em formar recursos humanos para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)”.

Representando a Seduc, o professor Daniel Rocha cumprimentou os futuros professores e ressaltou o papel da universidade como fomentadora de melhores práticas em educação. O docente sublinhou ainda que a Unilab se reafirma como uma importante parceira que, através dos compromissos estabelecidos com a rede estadual e municipal, vem colaborando com a construção de uma educação de qualidade, pautada na valorização e no respeito à diversidade.

No Ceará (foto), abertura contou com apresentação musical de estudantes do curso de licenciatura em Física da Unilab, Mazé Galvão, Douglas Lima e Augusto Monteiro. Já na Bahia, a abertura aconteceu com o coral COSF – Coral Sem Fronteiras, com alunos de vários cursos e a apresentação do músico e poeta Felipe Buba Hada, do curso de Letras. Foto: Assecom/Unilab.

 

Formação dos participantes

Após a exposição dos objetivos e metodologias que cada subprojeto atenderá, os grupos formados por supervisores, discentes e coordenadores de área se reuniram para apresentarem-se, trocarem informações e sanarem qualquer dúvida sobre o futuro andamento dos projetos.

Nos momentos iniciais da formação, os coletivos dos programas tiveram a oportunidade de dialogar sobre suas experiências e expectativas, sobre seus compromissos e desafios e ainda refletir sobre as potencialidades formativas das ações a serem desenvolvidas em cada subprojeto. “Em clima de colaboração e integração, os primeiros passos dos programas Pibid e PRP foram dados. Em breve serão colhidos os frutos, em forma do fortalecimento das instituições de ensino e do trabalho nelas desenvolvido, culminando em uma formação que promova a emancipação e a cooperação solidária entre todos”, avalia a coordenadora do PRP, Elisângela André.

Em São Francisco do Conde/BA, o cerimonial de abertura foi conduzido pela professora Vânia Maria Ferreira Vasconcelos. Foto: Unilab.

Sobre os programas

Os programas de formação de professores, juntos, beneficiarão, entre agosto de 2018 e janeiro de 2020, cinco municípios cearenses e um município baiano, com: 24 escolas, 336 graduandos, 66 professores da educação básica e 16 docentes da universidade, todos contemplados com bolsas para o desenvolvimento do trabalho nas escolas campos.

Na Bahia, os subprojetos que envolvem as áreas das Letras, Pedagogia, Ciências Sociais e História, atendendo a quatro escolas do município de São Francisco do Conde.

Pibid e PRP são fomentados pelo Ministério da Educação (MEC), através da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Representam estratégias importantes de formação de professores da atual política educacional brasileira, tendo como premissas, conforme o MEC: “o entendimento de que a formação de professores nos cursos de licenciatura deve assegurar aos seus egressos, habilidades e competências que lhes permitam realizar um ensino de qualidade nas escolas de educação básica” (MEC, 2018).

Considerando as especificidades de cada programa, o MEC destaca que o Pibid busca antecipar o vínculo entre os futuros mestres e as salas de aula da rede pública e o PRP objetiva induzir o aperfeiçoamento do estágio curricular supervisionado nos cursos de licenciatura, promovendo a imersão do licenciando na escola de educação básica, a partir da segunda metade de seu curso. Para tanto, ambos se estruturam na articulação entre a educação superior, as escolas e os sistemas de ensino para o desenvolvimento de subprojetos vinculados aos cursos de licenciatura.

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