Exposição fotográfica “Água incolor”, de Eugène Gumira (Ruanda), e roda de conversa ocorrem em janeiro na Unilab

A exposição de fotografias intitulada “Água incolor”, do artista Eugène Gumira (Ruanda), estará nas dependências da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), entre os dias 7 e 11 de janeiro, no Campus dos Malês, em São Francisco do Conde/BA.

Haverá ainda roda de conversa com o artista no dia 8, às 16 horas. Gumira abordará a exposição de fotografias “Água incolor”, além da sua trajetória e produção artística.

Já no dia 10 de janeiro acontecerá a oficina “Arte e meio ambiente”, com a mediação do artista.

“A proposta de trazer o Eugène Gurima para a Unilab surgiu da professora Maria Aparecida de Oliveira Lopes (UFSB), que nos propôs uma parceria”, explica a professora Lia Laranjeira. Uma outra exposição do artista foi realizada na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e pode ser conferida neste vídeo.

Sobre Eugène Gumira

Mais conhecido como jogador de basquete nos países dos Grandes Lagos na África (Burundi e Ruanda), Eugène Gumira é um artista visual autodidata, canadense de origem ruandesa que trabalhou principalmente na África. Ele se expressa particularmente na fotografia e na pintura.

Seus pais oriundos de Gisaka, a atual província do leste de Ruanda, escaparam dos massacres de 1959 no país. Foram exilados no país vizinho, Burundi, onde viveram a independência africana.

Gumira cresceu na capital Bujumbura em Ngagara, um distrito ocupado principalmente por refugiados ruandeses e congoleses do ex-Zaire. Seu interesse pelas artes começa na infância, sem se expressar claramente. Neste período, a luta pela sobrevivência tomou conta de todo o resto.

Ainda adolescente, ao lado de estudos e outras atividades, dedica-se à arte pela arte e desenvolve, pouco a pouco, seus talentos. A arte é um meio de expressar e digerir os grandes sofrimentos que esmaltou sua vida e o fez encontrar a paz do coração e a alegria de viver.

Gumira atualmente vive e trabalha em Montreal, onde continua sua carreira artística. Ele expôs suas obras na África, no Canadá e nos Estados Unidos da América. Entre maio e junho de 2018, seu trabalho foi exposto na Bienal de Arte Contemporânea Africana em Dakar e no Museu de Mestres e Artesãos de Quebec. Nos últimos anos, Eugene Gumira está investindo em uma nova pesquisa de abordagem fotográfica, baseada na superposição materiais, bem como trabalha a ideia de recuperação para expressar conceitos de renascimento e resiliência. Com uma série de obras pintadas sobre o tema da Tolerância e outras duas de fotografias referentes ao tema da Vidas sob os Escombros e a Poluição do Planeta, ele decidiu direcionar sua arte para associações com projetos humanitários.

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