Atividades com o artista Engène Gurima, de Ruanda, acontecem nos dias 8 e 10 de janeiro

Exposição “Água Incolor”, de Eugène Gumira | Foto: Divulgação

O Programa Pulsar do Bacharelado em Humanidades (BHU) e o Grupo de Extensão AnDanças convidam os estudantes do Campus dos Malês, em São Francisco do Conde/BA, para duas atividades com o artista Eugène Gurima, de Ruanda, África. Na próxima terça-feira (8), uma roda de conversa será realizada no auditório do campus, às 16h. Gumira abordará a exposição de fotografias em “Água Incolor”, além de sua trajetória e produção artística.

Já na quinta-feira seguinte (10), a oficina “Arte e Meio Ambiente” acontecerá no mesmo espaço, às 19h. Engène Gumira mediará a atividade. Os dois eventos integram a exposição de fotografias “Água incolor”, com sede na Unilab entre os dias 7 e 11 de janeiro.

A roda de conversa e a oficina têm como objetivo apresentar e discutir a produção artística em Ruanda, além de compreender a questão da degradação ambiental neste país e abordar outras questões políticas sob o prisma das artes.

“A proposta de trazer Eugène Gurima para a Unilab surgiu da professora Maria Aparecida de Oliveira Lopes, da Universidade Federal do Sul da Bahia, que nos propôs uma parceria”, explica a professora Lia Laranjeira.

Sobre o artista Eugène Gumira

Mais conhecido como jogador de basquete nos países dos Grandes Lagos na África, Eugène Gumira é um artista visual autodidata, canadense de origem ruandesa, que trabalhou principalmente na África. Ele se expressa particularmente na fotografia e na pintura.

O interesse de Gumira pelas artes começou na infância, sem se expressar claramente. Neste período, a luta pela sobrevivência tomou conta de todo o resto. Na adolescência, passou a se dedicar à arte, como meio de expressar e digerir os grandes sofrimentos que esmaltaram sua vida e o fizeram encontrar a paz do coração e a alegria de viver.

Atualmente, ele vive e trabalha em Montreal, onde continua sua carreira artística. Ele expôs suas obras na África, no Canadá e nos Estados Unidos. Entre maio e junho de 2018, seu trabalho foi exposto na Bienal de Arte Contemporânea Africana em Dakar e no Museu de Mestres e Artesãos de Quebec.

Nos últimos anos, Eugene Gumira está investindo em uma nova pesquisa de abordagem fotográfica, baseada na superposição de materiais, e tem trabalhado a ideia de recuperação para expressar conceitos de renascimento e resiliência. Com uma série de obras pintadas sobre o tema da Tolerância e outras duas de fotografias referentes ao tema da Vidas sob os Escombros e a Poluição do Planeta, ele decidiu direcionar sua arte para associações com projetos humanitários.

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