Unilab/BA participa de evento no Museu Afro-Brasileiro (Mafro/UFBA)

Estudantes da Unilab/BA participam de atividade no Museu Afro-Brasileiro (Mafro/UFBA)

A parceria entre a Unilab/Campus dos Malês, em São Francisco do Conde/BA, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), promoveu, aos 40 estudantes da Unilab-Campus dos Malês/BA e outros participantes, atividades de cultura e arte no Museu Afro-Brasileiro (Mafro), no final de janeiro, em Salvador/BA.

Esta foi primeira série de eventos nos Malês, organizada pelo Programa Pulsar do Bacharelado em Humanidades (BHU/IHL/Unilab), a qual inaugurou as atividades do Programa de Pesquisa e Extensão em Filosofia, Arte e Cultura (AnDanças), coordenado pelas docentes: Elizia Ferreira e Lia Dias Laranjeira, com a colaboração do professor do Daniel De Lucca, vinculados ao Instituto de Humanidades e Letras (IHL).

Entre os convidados para o debate, participaram: os professores da Unilab, a historiadora e professora da UFSB, Maria Aparecida Lopes e o estudante de Museologia da UFBA, Rogério Félix. Outro destaque foi a exposição de fotografias: Memória da Arte na Guerra, de Eugène Gulmira (Rwanda/Canadá).

Estudantes da Unilab em visita ao Mafro/UFBA

Durante o evento, houve o lançamento do livro, resultado da tese de doutorado,  Mashinamu na Uhuru: arte makonde e história política de Moçambique (1950-1974) (Intermeios, 2018), da professora da Unilab/BA, mestra em Estudos Étnicos e Africanos (UFBA) e doutora em História Social, Lia Dias Laranjeiras.

Na abertura do evento, o diretor do Mafro/UFBA, Marcelo Cunha, destacou a importância daquela atividade que reunia três universidades federais da Bahia, além de outros encontros possíveis a serem organizados com a Unilab.

O debate contou com a presença do sociólogo moçambicano Elísio Macamo, de professores e pesquisadores de diferentes instituições da Bahia e de estudantes de três componentes do Campus dos Malês: Lugares de Memória e Práticas Pedagógicas Afro-brasileiras e Indígenas, Arte Africana e Afro-Brasileira na Educação, e Etnografia e História Oral.

Em janeiro, a parceria entre as professoras citadas resultou na montagem da exposição “Água Incolor” com fotografias de Eugène Gulmira, em uma roda de conversa e em uma oficina com o artista.

Debate temático realizado pela Unilab/BA, UFBA e UFSB no Mafro, Salvador/BA

Sinopses

Memória da Arte na Guerra (Museu Afro-Brasileiro/MAFRO, UFBA, de 24 de fevereiro a 31 de março) 

Nesta exposição Gulmira faz uma composição de três séries fotográficas intituladas Geração Deportada, Da Kar Rapid e Água Incolor. Os objetos retratados nas séries fotográficas – cadeados, portas, ônibus, dejetos do mar – são vistos como símbolos das memórias referentes às atividades humanas em diferentes períodos históricos. Gumira, assim como seu mestre, o artista senegalês Viyé Diba, destaca o saber fazer de Dakar, como o trabalho dos alfaiates, das costureiras, dos carpinteiros e todas as habilidades do seu povo, mas também sobre os conflitos urbanos e sobre as memórias traumáticas do comércio de escravizados na Ilha de Gorée.

Mashinamu na Uhuru: arte makonde e história política de Moçambique (1950-1974) (Intermeios, 2018)

 O livro de Lia Dias Laranjeira lança um olhar particular para a história de Moçambique colonial a partir do foco no engajamento político dos makonde e na produção de esculturas, entre 1950 e 1974. A autora nos mostra como a circulação desta arte no Tanganyika (atual Tanzânia) e em outras partes de Moçambique, como na cidade de Nampula, esteve imbricada à violência colonial no norte do país e, mais especificamente, no Planalto de Mueda, principal território makonde ao sul do rio Rovuma e cenário do episódio emblemático conhecido como Massacre de Mueda (1960).

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