Estudantes da Unilab colaboram com Zoneamento Participativo do Plano de Manejo da APA Serra de Baturité

Os alunos do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) participaram do Zoneamento Participativo do Plano de Manejo da APA Serra do Baturité, realizado no último dia 13, no Hotel Escola do Instituto Federal do Ceará, em Guaramiranga/CE. A participação ocorreu por meio da disciplina de Ecologia de Organismos e Populações, ministrada pelo professor doutor Jober Sobczak. O evento também contou com a presença de representantes das esferas de ordem científica, pública, empresarial e ONGs como a Aquasis.

A fim de debater sobre as áreas de zoneamentos da APA, as discussões se desenvolveram a partir de três eixos, com o propósito de criar estratégias de conservação para a região: áreas de Proteção e interesse ecológico; área de interesse turístico e recreacional; e área de produção, pesca e extrativismo. Durante o debate, evidenciou-se a importância de preservar o ambiente natural, pois além das mudanças climáticas, o desmatamento local é intenso por meio das monoculturas, loteamentos, implantação de vegetação exótica e agropecuária. A partir disso, foram propostos métodos que contribuam para o uso sustentável da região, como a utilização de sistemas agroecológicos, reflorestamento e a criação de novas áreas de proteção ambiental.

Segundo o estudante Matheus Bessa, “o encontro foi um momento de grande contribuição para a nossa formação, possibilitando uma imersão nos conflitos existentes entre a preservação e desenvolvimento urbano, mesmo que de forma amena”. O discente destacou ainda que a disciplina de ecologia possibilitou com que os alunos se deparassem com as ações antrópicas, locais e globais, especialmente movidas pela ganância. “Interferem na natureza, a exemplo do que ocorre no Maciço, onde se tem a subida da vegetação de caatinga na serra e alteração nos níveis de chuva. O encontro para o zoneamento participativo foi especial para a nossa formação crítica enquanto profissional por fortalecer em nós o pensamento do desenvolvimento não destrutivo, mas pela preservação e cuidado de nossos recursos naturais”, afirmou.

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