Campus dos Malês comemora 5 anos de atividades

Cinco anos de história. Cinco anos de interiorização e internacionalização do ensino em um campus a pouco mais de mil quilômetros de distância de sua sede. Cinco anos de cursos de graduação na modalidade presencial. Cinco anos de progresso, investimentos, sonhos e desafios.

Foi assim que, em 2014, a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab) deu seus primeiros passos na oferta de cursos presenciais no interior da Bahia, em São Francisco do Conde.

Criada no cenário de expansão da educação no Brasil, a Unilab é uma instituição pública federal que atua na perspectiva da cooperação solidária e assume o compromisso de integração com as nações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Na Bahia, ela ganha o toque dos “malês” em seu nome, em alusão aos escravos de maioria muçulmana que organizaram o levante conhecido como Revolta dos Malês – uma das revoltas de maior importância no estado baiano.

Encerramento da Semana Universitária 2018 | Foto: Assecom

Atualmente, o Campus dos Malês abrange um universo de mais de mil alunos ativos de graduação. O campus mantém sete cursos de graduação e cinco de especialização. Entre eles, o Bacharelado em Humanidades possui nota máxima em avaliação do Ministério da Educação (MEC) e o curso de Letras o conceito “muito bom”.

“Cinco anos de existência é motivo para comemorar. É importante destacar que nesses cinco anos temos conseguido aumentar, significativamente, a quantidade de projetos de pesquisa e de extensão”, afirmou a diretora do Campus dos Malês, Mirian Reis.

“Cada dia mais, o campus ocupa um espaço no território que o torna indispensável. Hoje temos estudantes de vários municípios baianos e de outros estados, além de um número expressivo de estudantes internacionais”, completa.

Parte do corpo técnico do Campus dos Malês | Foto: Jocelia Melo

Além de um público de 788 estudantes brasileiros e 231 estrangeiros, o campus conta com, atualmente,  45 técnicos administrativos e 91 professores. “Muitos desses docentes têm pesquisas reconhecidas, muitas delas financiadas por agências de fomento nacionais, outras financiadas por universidades do exterior. Isso mostra que o tamanho na verdade é físico, mas a dimensão do Campus dos Malês extrapola as fronteiras”, garante Mirian Reis.

Para atender às necessidades da comunidade acadêmica e dar continuidade à missão da Unilab, o Campus dos Malês está em expansão, com uma obra em andamento que vai entregar 24 novas salas da aula, 20 laboratórios, 2 salas de reunião, biblioteca e vários ambientes administrativos.

Dois novos blocos do Campus dos Malês, em construção | Foto: Assecom

Além do espaço físico, o campus tem crescido em ações e inserção social. Ele ocupa comissões importantes na Secretaria de Educação e na Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Estado da Bahia (Setre). No desporto, a Unilab participa como universidade parceira na organização dos Jogos Universitários.

Outro destaque é a participação ativa da Unilab-Malês em um programa macro de empreendedorismo e desenvolvimento econômico, a partir de um edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), com recursos da Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep).

Atualmente, a Unilab-Malês tem participação no Comitê de Saúde da População Negra e mantém uma aproximação com a Secretaria de Políticas para Mulheres. Parceiro dos municípios, “o campus tem participação nas jornadas pedagógicas, inclusive um grande grupo de professores está trabalhando, junto ao município, numa grande reforma curricular em São Francisco do Conde”, explica a diretora do Campus dos Malês.

Nos próximos dias, de 22 a 24 de maio, o Campus dos Malês vai receber a quarta edição do Festival das Culturas, que este ano tem como tema a “África Sertaneja: ancestralidade africana e indígena na cultura nordestina”. O evento reúne teatro, dança, música, literatura, artes visuais, artesanato e outras manifestações artísticas.

Oficina realizada durante II Festival das Culturas | Foto: Assecom

São ações como essas que têm feito o Campus dos Malês expandir para além dos números e território. “Com inclusão social, cidadania e ciência de excelência, Malês resiste”, afirma Mirian Reis.

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