IV Festival das Culturas da Unilab extrapola muros da universidade e tem mais interação com escolares e moradores do Maciço de Baturité

A cada edição, o Festival das Culturas da Unilab tem a oportunidade de se fortalecer, agregando ainda mais público e artistas ao evento. Durante a IV edição, realizada entre 22 e 24 de maio, as atividades de teatro, dança, música, literatura, artes visuais, artesanato e outras manifestações artístico-culturais contaram com a participação de moradores das diversas cidades do Maciço de Baturité, tendo o último dia de atividades sido realizado integralmente na cidade de Baturité.

A pró-reitora de Extensão, Arte e Cultura, Rafaella Pessoa, comemora. “Pela primeira vez, conseguimos sair dos muros da universidade e fomos realizar as atividades de um dia inteiro na cidade de Baturité, com apoio da prefeitura e do IFCE Campus Baturité”, conta.

Quem também ficou feliz com a ida do festival a Baturité foi o servidor técnico-administrativo da Unilab Michael França, residente no município. “O IV Festival das culturas mostrou a importância da influência africana nos campos da arte, cultura, esporte, culinária e educação para o povo brasileiro, onde a integração, sinergia e a alegria foram bastante evidentes. Parabéns, Proex, por mais um evento de sucesso”, afirmou, enquanto assistia às apresentações na Praça Matriz de Baturité.

Estudantes de Curso Técnico em Enfermagem participam de atividade durante o IV Festival das Culturas da Unilab.

Outro ponto inovador na IV edição do festival foi a ampla participação de estudantes de escolas da região, num momento de integração com estudantes universitários brasileiros e internacionais. “O festival foi mais diverso. Participaram muitas escolas, a partir de uma parceria que fizemos com a Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação 08, que fica em Baturité. Então, recebemos aqui na universidade muitos escolares que vieram visitar projetos e participar de outras atividades, junto com os universitários brasileiros e dos países africanos e Timor-Leste, bem como indígenas e quilombolas. Houve uma diversidade de público diferente das edições passadas e também tivemos o público de Redenção, Acarape e Baturité”, analisa a pró-reitora, Rafaella Pessoa.

O balanço foi tão positivo que a próxima edição do festival já está sendo planejada e a intenção é que continue a extrapolar os muros da Unilab e a engajar cada vez mais escolares. “Queremos continuar trazendo os estudantes das escolas para a Unilab e também indo até as escolas, não só no festival, mas como na Semana Universitária e em outros momentos, tendo em vista que eles são os nossos potenciais futuros estudantes brasileiros da universidade”, afirma Rafaella.

Indígenas dançam no Campus da Liberdade, em Redenção/CE.

Com relação a realizar atividades do festival em outras cidades além de Redenção e Acarape, sonho acalentado desde as primeiras edições do evento, a ideia é lançar um chamamento às cidades do Maciço de Baturité e tecer parcerias em breve.

Coordenador de Arte e Cultura da Proex, Marcos Coelho destaca, no festival, a presença de povos indígenas e quilombolas, “ampliando a diversidade cultural dentro dos muros da universidade; a ampliação da participação dos institutos com atividades técnicos-científicas; a visitação de numerosas escolas públicas da região como atendidos. Outro fator de destaque consistiu na parceria com a organização da Semana da África, que para a Proex pareceu concretizar um dos objetivos da nossa universidade, a integração”, sublinha.

Números

Houve cerca de 8.620 atendimentos em oficinas, palestras e espetáculos artísticos no Ceará; 1.209 inscritos em oficinas na Bahia e 863 inscritos no Ceará; 411 artistas no Ceará e 223 na Bahia; 30 monitores no Ceará e 40 na Bahia, além da importante participação de delegações de sete povos indígenas e representantes quilombolas nos campi cearenses.

Oficina de culinária.

IV Festival das Culturas da Unilab no Campus dos Malês

O IV Festival das Culturas também ocorre no Campus dos Malês, em São Francisco do Conde/BA. Entre as atividades, palestra sobre empoderamento feminino, interação Brasil-África, oficina de Culinária da África Lusófona, mesas-redondas sobre cinema brasileiro e também sobre musicalidades do recôncavo, tradição e identidade.

Ramiro Naka, cantor guineense, durante apresentação no IV Festival das Culturas, no Campus dos Malês, em São Francisco do Conde/BA.

O último dia de evento teve também ações da V Semana da África e apresentações musicais na Praça Maria de Benzê, no Centro de São Francisco do Conde, com os grupos musicais IFORMA e Rota Americana do IFBA, além da Banda Charlize, de Candeias.

Para fortalecer a integração Brasil-África, a música da Guiné-Bissau foi apresentada pelo cantor Ramiro Naka e Banda, o rei do D’gumbé, profissional que mistura vários gêneros de percussão.

Mesa-redonda sobre empoderamento feminino.

O técnico-administrativo e secretário executivo Reinaldo Aguiar destaca a pluralidade do ambiente acadêmico em que ocorre o festival. “Educação e Cultura estão num mesmo ambiente, e isso nos faz pensar, refletir e proporcionar ações diversas dentro de um espaço universitário de pluralidade cultural e ideológica. O Festival das Culturas é para todos”, conclui.

O professor da Unilab Cláudio André considera o festival um momento essencial para a universidade. “O Festival das Culturas tem sido emblemático porque materializa a integração enquanto um aspecto essencial da Unilab. Nesses dias do festival, a universidade se pinta de liberdade, amizade, tolerância e conhecimento”, disse.

Mesa-redonda com representantes da Unilab, UFRB e IFBA.

Parcerias

O Festival das Culturas, no Ceará, contou com o apoio de Governo do Estado do Ceará, Casa Civil, Secretaria da Cultura, Secretaria do Meio Ambiente, Prefeitura de Baturité, Secretaria de Cultura de Baturité, Instituto Federal do Ceará- Campus Baturité, Cagece, TVC, O Povo, Vida & Arte, Câmara Brasil-Portugal e Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais no Estado do Ceará (Sintufce). O evento também foi realizado em parceria com a V Semana da África, que, nesta edição, teve como tema “Contemporaneidade Africana: Desafios e Perspectivas”.

Na Bahia, as organizações apoiadoras foram a Associação de Estudantes e Amigos da África (ASEA), a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), a Universidade Federal da Bahia (UFBA), o Instituto Federal da Bahia (IFBA), o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Universidades Públicas Federais no Estado da Bahia (Assufba), a Associação dos Professores Universitários da Bahia (Apub) e prefeituras de São Francisco do Conde, Candeias e Santo Amaro.

“Cada membro da Extensão Arte e Cultura, por sua experiência nas atividades culturais no Estado do Ceará tem trazido para o Festival os contatos da sua rede de trabalho. Outras parcerias, como a das Instituições de Ensino Superior, são costuradas pelos interesses comuns que essas instituições partilham. Voltamo-nos também para a comunicação pública, pois são canais cuja programação de utilidade pública e formativa também se casa com os objetivos da universidade”, relata Marcos Coelho.

Futuro

O processo de planejamento e organização do Festival das Culturas começa com quase um ano de antecedência. Assim, a equipe da Proex já se reuniu para avaliar a IV edição e planejar a próxima.

“Vamos lançar um formulário de avaliação do festival; uma consulta pública sobre os temas para o próximo ano e um chamamento para as cidades sobre quem se interessa em sediar o evento”, adiantou Rafaella Pessoa. A pró-reitora acredita que o caminho para construção de apoios institucionais estará mais fácil na próxima edição, a partir de parceria entre Unilab e Associação Técnico-Científica Engenheiro Paulo de Frontin (Astef), o que deve facilitar trâmites quanto ao recebimento de recursos externos.

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