Comitiva da Universidade Zambeze visita a Unilab e encaminha parceria com foco na dupla diplomação

Representantes da Unilab e da UniZambeze reunidos no Gabinete da Reitoria .

A internacionalização está no DNA da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab). Tanto é verdade que já no art. 2º, § 1º, da sua Lei de Criação está assinalado que a “Unilab caracterizará sua atuação pela cooperação internacional, pelo intercâmbio acadêmico e solidário com países membros da CPLP, especialmente os países africanos, pela composição de corpo docente e discente proveniente do Brasil e de outros países, bem como pelo estabelecimento e execução de convênios temporários ou permanentes com outras instituições da CPLP”. Mais um capítulo dessa história única da internacionalização do ensino superior foi escrito na última quarta-feira (19), quando a Unilab recebeu, para uma visita de trabalho, uma comitiva da Universidade Zambeze, de Moçambique.

A visita contou com uma programação que incluiu uma reunião institucional na Reitoria da Unilab com foco na cooperação bilateral; uma visita guiada para apresentação do parque tecnológico e da infraestrutura da Universidade; um seminário com foco em pesquisa na área de ciências e tecnologia aberto a comunidade acadêmica e que transcorreu no Auditório do Campus das Auroras; e, por fim, uma reunião de fechamento com as equipes técnicas (Proppg/Proinst/Direção Ieds/Coordenadores de Pós-Graduação) e representantes da Universidade, que delineou o conjunto de ações que foram encaminhada nesta nova parceria.

Reunião no Gabinete da Reitoria entre os representantes da Unilab e da UniZambeze.

Reunião no Gabinete da Reitoria entre os representantes da Unilab e da UniZambeze.


Reunião na Reitoria

Pontualmente, às 9h da manhã do dia 19 de junho, no Gabinete da Reitoria, a Vice-reitora Pro Tempore da Unilab, Andrea Linard deu início, ao lado dos professores George Mamede (IEDS), Albanise Barbosa (Proppg), Ranoyca Nayara (Proppg) e de David Lima e Pedro Rodrigues (Proinst), a reunião com os representantes da Universidade de Zambeze, o professor Júlio Pacheco, diretor da Faculdade de Ciência e Tecnologia, e o Msc. Calulo Chataza, chefe do Departamento de Engenharia Mecatrônica.

Na oportunidade, a Vice-reitora fez uma apresentação sucinta da Unilab, destacando sua missão, infraestrutura, valores e números que demonstram a franca expansão e consolidação da Universidade nos seus nove anos de existência.

Com números consistentes, que reforçam o protagonismo da Unilab tanto na integração entre os povos da Comunidade de Língua Portuguesa como na interiorização do ensino superior, Linard ressaltou que “97% dos docentes da Unilab são doutores e grande parte do nosso corpo técnico-administrativo é formado por graduados, mestres e também doutores. Isso denota a qualidade da nossa instituição”.

 

Os professores Júlio Pacheco e Calulo Chataza, da Universidade de Zambeze, de Moçambique.

Os professores Júlio Pacheco e Calulo Chataza, da Universidade de Zambeze, de Moçambique.

 

Por meio de um vídeo institucional, o professor Júlio Pacheco apresentou aos participantes da reunião um pouco da história e da estrutura da Universidade de Zambeze que, atualmente, conta com pouco mais de sete mil estudantes, cerca de 250 docentes e 235 funcionários do corpo técnico administrativo, incluindo os gestores.

Todavia, diferente da Unilab, a universidade moçambicana conta com poucos doutores em seu corpo docente. “Temos, sim, um déficit de doutores. Apenas 10% dos nossos professores têm doutorado, cerca de 30% têm mestrado e o restante dos professores têm nível de licenciatura”, destacou Pacheco.

 

Início da Parceria

A fim de minimizar o problema do déficit de doutores na universidade moçambicana e estreitar os laços de cooperação entre as duas instituições de ensino superior, o professor Júlio Pacheco defendeu, ainda durante a reunião no gabinete da reitoria, três pontos: 1. Uma parceria que possibilite que, em algum momento, professores da Unilab possam ministrar aulas ou cursos nos mestrados da Universidade de Zambeze; 2. Ampliar entre as universidades a mobilidade estudantil de graduandos e mestrandos; 3. Desenvolver, futuramente, projeto de pesquisa e publicação em áreas comuns do conhecimento.

 

George Mamede: "Este evento com a comitiva da Uni Zambeze foi muito importante para estreitamento de relações institucionais".

George Mamede: “Este evento com a comitiva da UniZambeze foi muito importante para estreitamento de relações institucionais”.

O professor George Mamede, que recepcionou a comitiva moçambicana, disse que esses assuntos foram tratados e encaminhados na reunião que transcorreu no período vespertino do dia 19. “Demos os primeiros passos de como serão realizadas estas ações de internacionalização de ambas as instituições, com foco na dupla diplomação em nível de graduação e mestrado em cursos da área de tecnologia como projeto piloto”.

Este evento com a comitiva da Uni Zambeze foi, segundo o professor Mamede, “muito importante para estreitamento de relações institucionais e perspectivas de desenvolvimento de ações conjuntas entre o Instituto de Engenharias e Desenvolvimento Sustentável – IEDS/UNILAB e a Faculdade de Ciência e Tecnologia da Uni Zambeze”.


Sobre a UniZambeze

A Universidade de Zambeze iniciou as suas atividades letivas no dia 16 de Março de 2009 oferecendo 16 cursos em 6 faculdades.

O nome Universidade Zambeze deriva do Rio Zambeze que literalmente atravessa a Zona Centro do país, conferindo-lhe importância estratégica para o desenvolvimento de Moçambique e da Região Austral de África, em virtude do seu enorme potencial em recursos minerais, hídricos e biodiversidade.

É neste contexto que a UniZambeze oferece cursos técnicos orientados para o aproveitamento das potencialidades e desafios de desenvolvimento do país, ampliando as oportunidades de acesso ao ensino superior e reduzindo as assimetrias regionais.

Enquanto Instituição Pública de Ensino Superior, a UniZambeze privilegia a formação avançada, a pesquisa, a inovação e extensão universitária através da transferência de tecnologia para as comunidades em que se insere e vice-versa. (Dados editados do site da UniZambeze)

Comentários encerrados.