V Semana da África na Unilab enfoca desafios e perspectivas na contemporaneidade africana

A V Semana da África, na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), ocorreu de 22 a 25 de maio, nascida da comemoração do Dia da Libertação Africana, 25 de maio. O evento fez parte do IV Festival das Culturas da Unilab e teve como lema “Contemporaneidade Africana: Desafios e Perspectivas”.

A Semana da África reúne representações das associações estudantis africanas presentes na Unilab, com interesse em construir um encontro no âmbito acadêmico, social, econômico, político e cultural, tendo como ponto central a promoção de debates, palestras, rodas de conversas, minicursos acerca de uma multiplicidade de temas referentes às questões africanas e da diáspora. Além do mais, os participantes desfrutam de um diálogo mais equitativo entre as duas margens do Atlântico.

Neste ano, celebrou-se o 56º aniversário do Dia da África e a Semana da África, na Unilab, promoveu debates e reflexões acerca dos desafios, problemas e mudanças do continente africano, a partir do olhar e pensamento dos estudantes e professores africanos. O lema escolhido para essa edição do evento buscou discutir questões ligadas aos desafios atuais do continente africano, como democracia, identidades, meio ambiente, produção de conhecimento endógeno, participação das mulheres africanas na tomada das decisões e outras temáticas.

Atividades

A mesa de abertura da V Semana da África contou com a participação do reitor pro tempore da Unilab, Alexandre Cunha, e do coordenador da comissão do evento, Abdel Cassama, que abordou a necessidade de incluir o evento no calendário acadêmico e também de levar a discussão para comunidade externa da universidade.

Várias atividades foram desenvolvidas ao longo da semana, em que os participantes disfrutaram da discussão das grandes temáticas que envolvem a produção do conhecimento endógeno, que na essência traz à tona a centralidade do conhecimento do homem africano; Por outro lado, os estudantes de diferentes cursos projetaram a África, especificamente nas suas áreas de atuação, ou seja, a aplicação dos conhecimentos aprendidos na Unilab às terras que lhes viu nascer. Além do mais, o evento proporcionou o debate sobre a participação da mulher nos lugares de tomada decisão em África, procurando as melhores vias possíveis.

A V edição da semana da África levou suas atividades fora dos muros da Universidade, concretamente no Instituto Federal do Ceará, campus Baturité, com a palestra “África lusófona no Maciço de Baturité”, evento que procurou desmistificar os pensamentos estereotipados sobre a África.

 Para finalizar as atividades, no dia 25 de maio a comissão organizadora realizou o torneio desportivo com intuito de angariar alimentos e roupas usadas que serão ofertadas nas comunidades ou orfanato mais necessitadas do Maciço Baturité.  

Em termos gerais, os participantes parabenizaram a comissão organizadora e descreveram a importância do evento no contexto da Unilab. No que tange ao balanço das atividades, a comissão o considerou positivo e pretende procurar meios de institucionalizar a Semana da África na Unilab. “A comissão aproveita para agradecer a todos e todas que fizeram essa atividade acontecer e lança o convite aos interessados/as a participarem na construção das ideias para próximo ano”, disseram os coordenadores. 

Dia da Libertação Africana

A data também se enquadra no marco histórico da criação da Organização da Unidade Africana (OUA), em 1963, em Addis Abeba, na Etiópia, com intuito de unir as forças para libertar alguns países na luta pela independência. Atualmente, a referida organização é conhecida como União Africana (UA) e tem como objetivo proporcionar a integração entre os países africanos, em diferentes aspectos.

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