Pesquisadores do MASTS da Unilab desenvolvem pesquisa sobre “Placa Hidrocológica”

O Mestrado Acadêmico em Sociobiodiversidade e Tecnologias Sustentáveis (Masts/Unilab) da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) conquistou mais um destaque em pesquisas científicas, a solicitação de registro de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) da invenção “Placa Hidrocológica”.

O invento “Placa Hidrocológica” foi desenvolvido por José Jonathas Albuquerque de Almeida, enfermeiro, estudante do Masts que recebeu o auxílio financeiro da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), com a orientação dos professores vinculados ao Instituto de Ciências Exatas e da Natureza (Icen/Unilab), Aluísio M. Fonseca (Masts/Icen) e da professora Regilany Colares, ambos participantes do Grupo Interdisciplinar em Química (GIQ).

O GIQ foi fundado em 2012 e está sob a liderança do professor Aluísio Fonseca,  é certificado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq), e composto por professores do Icen, do Instituto de Engenharias e Desenvolvimento Sustentável (IEDS) e da Universidade Federal do Ceará (UFC). Preza pela formação de recursos humanos, artigos, resumos e protótipos que poderão se tornar patentes e futuramente serem transferidas a empresas ou outras instituições de pesquisa.

Placa Hidrocológica

O invento trata-se de uma placa hidrocológica, a partir do colágeno provindo da espécie Gallus gallus domesticus, com aplicação na área da saúde visando o tratamento de lesões cutâneas. Atualmente, as placas hidrocolóides são indicadas em inúmeros casos de lesões cutâneas, tendo limitação no valor aquisitivo, e não colaborar efetivamente no processo de cicatrização.

Baseado em estudos prévios, o material extraído dos restos do animal da espécie Gallus gallus domesticus contêm valores proteicos de colágeno bem próximo ao valor do colágeno comercializado atualmente nas farmácias; assim como nas amostras, a massa molecular é menor que o colágeno padrão, resultando positivamente em possíveis aplicações ao organismo humano. Apresentam também aspectos bem similares no que tratam suas
características físico-químicas presentes das placas de hidrocoloides comerciais. Porém tal material citado pode ser produzido a baixo custo e em grandes quantidades.

Registo no Depositário de Patentes

Primeiramente o protótipo ou tecnologia precisa ser comprovado, através de testes. Logo em seguida, é feita uma busca de anterioridade para verificar se já existe alguma tecnologia semelhante. Caso seja uma tecnologia inovadora ou um processo diferenciado a parte final é a escrita da patente e o depósito, que é realizado no INPI.

Etapas

(1) conteúdo técnico – relatório descritivo, quadro reivindicatório, listagem de sequências (se for o caso, para pedidos da área biotecnológica), desenhos (se for o caso) e resumo; (2) requerimento – formulário FQ001 – “Depósito do Pedido de Patente”, disponível no portal do INPI; e por fim e (3) comprovante do pagamento da guia de retribuição relativa ao depósito através do recolhimento pela Guia de Recolhimento da União (GRU).

Após pagamento da taxa gerada através de GRU, onde se finaliza o processo de pedido de patente e se espera por até cinco anos para ser concedida o pedido. No caso de nossa tecnologia se gera um recibo com um código.

Para Aluísio Fonseca, “Gerar patente na área de saúde para uma região em desenvolvimento (Maciço do Baturité/CE) se torna um fato de bastante relevância, pois é possível que este produto seja inserido no mercado a comunidades regional pela simplicidade de sua produção”.

Importância para Unilab

Para a Unilab o registro da patente tem uma importância tanto como surgimento de novos centros de pesquisa que possam produzir e transferir tecnologias, como na preocupação com uma sociedade mais justa com direito ao conhecimento de qualidade. Além de estimular os pesquisadores sobre a importância da proteção da propriedade intelectual. Como também fazê-los refletir na política da instituição de incentivo à pesquisa, ao empreendedorismo e de investimento em programas de pós-graduação e de qualificação docente.

Assim, quando a patente é protegida, a Unilab vai se torna a proprietária desta tecnologia. Caso alguém queira utilizar o resultado deve, de certa forma ou através de contrato, pagar royalties, gerando assim, mais recursos para a Universidade. Por fim, a própria sociedade poderá ter um novo produto ou processo que venha a viabilizar seu dia-a-dia.

Sobre o Masts/Unilab

O Mestrado Acadêmico em Sociobiodiversidade e Tecnologias Sustentáveis (Masts) oferece formação interdisciplinar visando promover a conservação e o uso sustentável da biodiversidade, por meio da reflexão e da produção de conhecimento acerca da elaboração, divulgação e consumo de tecnologias sustentáveis. Nesse sentido, o Mestrado compreende tanto a formulação de tecnologias voltadas para o enfrentamento das questões que ocupam as agendas nacionais e internacionais sobre a conservação e o uso racional dos recursos naturais, quanto a produção de conhecimento acerca das dinâmicas e das estratégias sociais no trato com a natureza.

Progressos do MASTS

“Tivemos vários egressos que contribuíram na ciência de forma multidisciplinar, agregando valor a região do Maciço do Baturité. Em se tratamento de contrapartida do mestrado, foram produzidos, artigos, capítulos de livros, e captação de recursos para o desenvolvimento de inúmeras pesquisas com a temática do entorno, podemos citar nas áreas ambientais, antropológicas, tecnológicas e saúde”, declarou Aluísio Fonseca, coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/Unilab).

Confira alguns dos processos seletivos do Masts!

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