Unilab confere grau a 84 formandos do Campus dos Malês

Concludentes de sete cursos da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) no Campus dos Malês/BA se reuniram em comemoração à conclusão de mais uma etapa de suas carreiras. Bacharelados e Licenciaturas foram celebrados na tarde da última sexta-feira de setembro (27), na Câmara Municipal de São Francisco do Conde/BA.

Ao todo, 84 novos profissionais, egressos do período 2019.1, agora carregam a promessa de exercer com dignidade profissional as suas atribuições. São bacharéis em Administração Pública a Distância (9), Humanidades (40) e Relações Internacionais (5) e licenciados em Ciências Sociais (11), História (5), Letras-Língua Portuguesa (11) e Pedagogia (3).

Alfa dos Santos Silom, orador de Letras

Para o orador do curso de Licenciatura em Letras-Língua Portuguesa, Alfa dos Santos Silom, foi uma caminhada de quatro anos e meio, que deixará saudades e a garantia de que um processo de mudanças permeou esse tempo. “Hoje nos reconhecemos pessoas diferentes. Estamos em processo de travessia”, afirmou o concludente. “Nossos olhares foram alterados pela impressão de tudo que vimos na travessia”, garantiu.

Primeira turma de Relações Internacionais (RI)

Emocionada por representar a primeira turma a concluir o Bacharelado de Relações Internacionais da Unilab, Naentren Sanca seguiu o protocolo ao cumprimentar pais, familiares e amigos, mas destacou aqueles que estão do outro lado do continente, “que tiveram coragem de soltar as nossas mãos, para que pudéssemos vir realizar os nossos sonhos”.

      Naentren Sanca, oradora de RI

Naentrem lembrou o trajeto percorrido até a oficialização do curso e foi além, convidando o público a uma reflexão sobre as várias integrações inerentes ao “guarda-chuva” maior da integração Brasil-África, destacando as singularidades de cada país.

Ao ser questionada se os concludentes de RI serão diplomatas, a resposta da oradora é um categórico “não, minhas caras. Nossas ambições vão além da diplomacia. Há diversas áreas que podemos explorar, como direitos humanos, feminismos, cooperações e comércio externo, entre outras”.

Recente na Unilab, o Bacharelado em RI tem o objetivo de formar profissionais capazes de analisar e executar ações e políticas que articulem as expressões internas e externas das questões contemporâneas. O curso se insere no segundo ciclo de formação da Unilab, teve sua autorização de criação em setembro de 2017 e primeira turma iniciada em 2018.

Mesa de Honra

Participaram da solenidade, na composição da Mesa de Honra: a Diretora do Campus dos Malês, no exercício da reitoria da Unilab, Mirian Sumica Reis; o Diretor do Instituto de Humanidades e Letras (IHL), Pedro Acosta Leyva; o representante da Coordenação do curso de Bacharelado em Administração Pública a Distância, Vicente Araújo; a Coordenadora do curso de Bacharelado em Humanidades, Profa. Elizia Cristina Ferreira; o representante da Coordenação do curso de Bacharelado em Relações Internacionais, Prof. Magno Klein; o coordenador do curso de Licenciatura em Letras – Língua Portuguesa, Prof. Eduardo Ferreira; o Coordenador do curso de Licenciatura em Pedagogia, Prof. Ricardo Matheus Benedicto.

Pedro Acosta Leyva, professor e diretor do IHL, destacou o papel da educação enquanto arma para combater a pobreza e a violência. Ao retomar a imagem da travessia, exposta pelo orador do curso de Letras, o docente completou, “concluir não é melhor do que a travessia. É o princípio de uma longa carreira”.

Para Mirian Reis, diretora do Campus dos Malês, fica o sentimento de um ciclo consolidado, de pioneirismo, celebrado simultaneamente aos cinco anos de atividades presenciais da Unilab na Bahia. “Esse ciclo se completa garantindo nos nossos projetos políticos pedagógicos aquilo que está no nosso estatuto, na lei de criação e na missão enquanto instituição pública de ensino, interiorizada e internacional”.

A travessia também se mostrou importante para a diretora, que concluiu: “tenho certeza que saem daqui profissionais comprometidos com uma formação cidadã e inclusiva, porque foi isso que nós nos esforçamos por fazer ao longo desses cinco anos. Talvez não tenhamos acertado em tudo, mas aprendemos todos os dias como fazer”.

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