Concluído projeto entre Unilab e UFC sobre tecnologias assistivas para a promoção da saúde da pessoa com deficiência

O projeto “Desenvolvimento de tecnologias assistivas para a promoção da saúde da pessoa com deficiência”, realizado de 2016 a 2019, entre a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Escola Superior de Enfermagem do Porto (Esep) envolveu missões de estudo e missões de trabalho e foi concluído recentemente.

Tendo como coordenadores a professora da Unilab, Lorita Pagliuca, e o professor da Esep, António Luís Rodrigues, o projeto desenvolveu nove missões de estudo, sendo seis da graduação e três do doutorado; e três missões de trabalho, envolvendo os coordenadores do projeto e a pesquisadora Maria Vera Lúcia Moreira.

Pela Unilab, como estudantes, participaram as graduandas Gisele da Silva, Gabriela de Hollanda, Ellen Medeiros, Wendiane Gaspar, Josemara Carneiro e Neucilia Silva. Pela UFC, participaram as doutorandas Natalia Oliveira, Sarah Leite e Carolina Bezerra.

No relatório do projeto, a estudante da Unilab Gisele da Silva destaca que foi possível conhecer melhor a forma de estruturação e funcionamento do Sistema de Saúde Português, assim como suas fragilidades e potencialidades. “Não tive oportunidade de realizar nenhuma disciplina em sala de aula, pois o plano de estudo era composto por quatro ensinos clínicos. No que se refere ao Ensino clínico Enfermagem Comunitária, desenvolvi competências de resolução de problemas e estratégias de gestão de casos, através das aulas de Orientação Tutorial (OT) e uso da Plataforma de Integração à Prática Clínica (PIPC)”, disse. A estudante realizou pesquisa sobre câncer de mama e próstata para pessoas com deficiência visual. Participei de eventos da enfermagem a nível regional, nacional e internacional tanto como ouvinte como apresentando trabalhos.

Gabriela de Hollanda ressaltou a troca de experiências com profissionais da área. “A possibilidade de estagiar em um hospital referência de Portugal, o Hospital São João, abrange conhecimento e contato com tecnologias”, afirmou.

Já a estudante Wendiane Gaspar conta da importância de “engrandecer e reconstruir conhecimentos sobre um novo sistema voltado para a reintegração do utente à sociedade. A Esep foi uma escola muito acolhedora e proporcionou momentos de aproximação e integração cultural entre os alunos. O período da mobilidade acadêmica foi importante para o meu crescimento”.

Josemara Carneiro sublinha o contato com outra metodologia de ensino e o estágio em dois grandes hospitais. “Assim, a partir da supervisão dos enfermeiros tutores e dos colegas de estágio, foi possível me adaptar com rapidez a rotina dos serviços, aprender sobre uso dos equipamentos e materiais, além de permitir a realização de diferentes procedimentos e ter o contato com o sistema de registro da assistência de enfermagem, denominado SClínico”, disse.

Para Neucilia Silva, o intercâmbio proporcionou contato com cuidados primários, pediatria e oncologia. “Foi possível exercer a função com grande contribuição das enfermeiras da unidade, as quais me possibilitaram realizar técnicas e trocar experiências, colocar em prática as especificidades da disciplina, sendo importante ressaltar a experiência com a Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE) base para a sistematização de enfermagem”, relatou.

Missões de estudo e pesquisas publicadas

Duas alunas de graduação em Enfermagem da Unilab completaram missões de estudo no período de abril de 2017 a janeiro de 2018, e uma doutoranda da UFC realizou a missão de abril de 2017 a março de 2018. As três alunas realizaram as pesquisas previstas no plano de trabalho de cada uma delas e participaram de eventos nacionais e internacionais, onde apresentaram resultados parciais das investigações. Há coleta de dados concluídas nos dois países e estão sendo elaborados artigos para serem publicados. A produção compara as realidades dos dois países quanto à saúde e acessibilidade de pessoas com deficiência aos equipamentos de assistência. A doutoranda Natália Oliveira está com defesa da tese prevista para o primeiro semestre deste ano e as duas alunas da graduação concluíram o curso em 2018 e foram aprovadas em mestrados. Gabriela de Hollanda graduou-se em 2018 com a monografia “Conhecimento, prevalência e fatores de risco de infecções sexualmente transmissíveis em pessoas com deficiência visual” e foi aprovada para o mestrado em Enfermagem na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Já Gisele da Silva apresentou a monografia “Tecnologia Assistiva para pessoas com deficiência visual sobre câncer de mama e próstata: comparação entre países lusófonos” e foi aprovada no mestrado em Enfermagem da Unilab.

Metas alcançadas em 2019

Em 2019, foi realizada a terceira e última missão de trabalho pela coordenadora do projeto do Brasil, Lorita Pagliuca. Mais duas alunas de graduação da Unilab completaram missões de estudo no período de fevereiro a dezembro de 2019 e uma doutoranda (UFC), de abril a dezembro de 2019. A aluna de doutorado retorna ao Brasil em janeiro, e as duas alunas da graduação já retornaram e estão cumprindo o restante das disciplinas.

“Cumpriu-se o objeto de estudo em sua totalidade, o qual estava proposto no projeto, que eram três missões de trabalho e nove de estudo, sendo três de Doutorado e seis de Graduação. A Esep foi uma escola muito acolhedora e proporcionou momentos de aproximação e integração cultural entre alunos e professores dos dois países”, observa Pagliuca.

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