Reitor fala sobre as prioridades da sua gestão e garante que será o último pro tempore

Na última sexta-feira (22), o Reitor Pro Tempore da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), Prof. Roque Albuquerque, participou de uma live no instagram oficial da instituição. Na conversa com a jornalista Soraya Regina, o reitor apresentou suas prioridades de gestão, compartilhou desafios e respondeu a perguntas da comunidade acadêmica e externa.

A live foi a primeira da série intitulada “Unilab Plural: diálogos digitais”, iniciativa do Grupo de Trabalho de Comunicação Social das Ações de Enfrentamento à Covid-19 na Unilab (GTCov19), criado pelo Comitê Institucional de Enfrentamento à Covid-19 (Ciec). O GT tem o apoio da Assessoria de Comunicação da Unilab.

Confira os principais temas abordados no bate-papo:

Prioridades da gestão

São quatro as prioridades da gestão do Prof. Roque: a completa implementação do Estatuto da Unilab; a condução dos processos e encaminhamentos necessários para que a instituição conquiste sua primeira eleição para reitor; a democratização digital, diante do cenário de 42% do alunado da universidade sem acesso à internet ou sem ter como acessá-la; e a criação de cursos de especializações, mestrados e doutorados nos países parceiros da Unilab, a partir da cooperação internacional.

Reitorado de transição

Ligado à segunda prioridade da gestão, um dos grandes compromissos é a concentração dos esforços necessários para que a Unilab tenha sua primeira eleição para reitor, sendo esta a razão para o Prof. Roque se considerar um reitor de transição.

“São 10 anos de Unilab e nós já trocamos de reitor, em média, a cada 2 anos. O ideal para nós é, no mínimo, 4 anos de mandato”, defende o Prof. Roque. Para ele, esse é o tempo que permite uma gestão impactante e pensada, com a garantia de um projeto de gestão macro, a partir da missão de internacionalização e interiorização da Unilab. “Eu serei o último reitor pro tempore da Unilab”, garantiu o Prof. Roque Albuquerque.

Suspensão do calendário acadêmico e volta às aulas

Nomeado como reitor em 10 de março, com posse no dia 12 de março, no Ministério da Cultura, em Brasília, o professor teve em seu quinto dia de gestão, apenas o terceiro dia útil, o desafio de lidar com a pandemia do Covid-19. Junto à vice-reitora pro tempore, Profa. Claudia Carioca, convidaram diferentes representantes da instituição para uma reunião que culminou na criação do Ciec.

Entre as decisões do comitê foi acordada a necessidade de suspender não apenas as atividades presenciais, mas o calendário acadêmico. Além disso, outros encaminhamentos têm sido discutidos. “Mesmo que o lockdown se encerre, digamos, amanhã, nós não teremos condições de voltar às salas de aula de imediato. Ainda é necessário cautela, pesar os riscos que estão envolvidos. Nós temos pessoas que ou são de risco ou têm pessoas de risco e isso demanda de nós um planejamento muito sério”, afirmou o reitor.

“Não consigo ver perspectivas de retornarmos presencialmente este ano para as aulas”, explicou o Prof. Roque, que vê necessária a adoção de um semestre remoto. Para tratar disso foram criados dois GT’s vinculados ao Ciec. Entre os desafios está a execução desse semestre, diante do alto percentual de estudantes sem acesso à internet. Para solucionar a questão, a Unilab solicitou ao Ministério da Educação recursos para garantir a democratização digital.

Atividades administrativas

Ao corpo técnico-administrativo, o recado foi no sentido da continuidade do trabalho remoto. Apenas os serviços essenciais são feitos presencialmente, com todos os cuidados sanitários. Quando for decidida a volta às atividades presenciais, ela será feita de forma gradual e com a adoção das medidas necessárias.

Auxílios emergenciais

A Unilab, por meio do Ciec e da Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Estudantis (Propae), tem fornecido desde março uma ajuda de custo para alimentação. Todos os alunos que já têm auxílio-moradia – um universo de 1.587 estudantes – estão recebendo R$ 80. Ciec e Propae criaram, ainda, um edital simplificado para ajuda de custo de alimentação para outros 304 discentes, além de 48 estudantes que precisavam se deslocar para suas cidades.

Após o recebimento de novas demandas, foi decidido que 225 alunos que estavam fora e em situação de vulnerabilidade receberão dois meses de auxílio emergencial. Ao todo, trata-se de um investimento de R$ 1,11 milhão.

Entrada de novos servidores

De acordo com o reitor pro tempore, 40% dos recursos da Unilab ainda estão sob supervisão. Não há previsão exata, mas a expectativa é que o recurso seja liberado em junho próximo. Além disso, o Prof. Roque aponta que é necessário avaliar o impacto orçamentário. A Secretaria de Educação Superior (Sesu) prestará as orientações de como proceder com o orçamento pessoal e a Unilab lidará com situações como o concurso realizado, mas aguardando convocações.

Campus dos Malês

Durante a live, foi firmado o compromisso de diálogo da gestão com o Campus dos Malês, por meio da reitoria e das pró-reitorias. Publicamente, o reitor convidou a Diretora Administrativa do campus fora de sede, Profa. Mirian Reis, a participar das reuniões de reitorado. A ideia é que a presença da direção aponte as necessidades específicas do campus, sob o olhar de quem está nele, e auxilie na construção de possíveis soluções.

“Outra coisa que sinto necessidade é da participação mais forte dos Malês na gestão. Por que o coordenador de uma determinada área não está lá nos Malês?”, exemplificou o reitor, que manifestou o compromisso de discutir diretamente com a comunidade técnico-administrativa, docente e discente no Campus dos Malês, questões  diversas, a exemplo de como encerrar o distanciamento entre os campi.

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