Unilab fortalece política de Internacionalização com países da CPLP

 

A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab), através da Reitoria e equipe da Pró-Reitoria de Relações Instituições (Proinst), está realizando uma série de reuniões visando fortalecer as relações internacionais com os países parceiros que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A iniciativa tem o apoio do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE), também conhecido como Itamaraty,  ambos em Brasília.

Entre outras propostas, a gestão da Unilab tem o interesse de estabelecer e fortalecer a política de internacionalização institucional, gerenciada pela equipe da Proinst e auxiliada pelas demais pró-reitorias da Unilab, além de retomar os acordos de cooperação.

Nesta rodada de reuniões, o primeiro encontro ocorreu em maio de 2020, junto à Embaixada da República Democrática de Timor-Leste no Brasil, representada pelo embaixador Olímpio Miranda Branco. Na ocasião, uma série de ações anteriores envolvendo Unilab e Timor-Leste foi destacada, além do foco na importância daquele momento para o estreitamento das relações de cooperação educacional entre a universidade e o país.

A professora Artemisa Odila Candé Monteiro, pró-reitora de Relações Institucionais e coordenadora do Projeto de Rede de Instituições Públicas de Educação Superior (Proinst/Ripes),  destacou que, nas últimas chamadas para entrada na Unilab, não houve a participação de candidatos do Timor-Leste. Neste contexto, o embaixador Olímpio Branco pretende estreitar as relações, restabelecendo os acordos de cooperação.

Reitoria da Unilab, Proinst e MRE

Além do embaixador e do reitor pro tempore da Unilab, Roque do Nascimento Albuquerque e vice-reitora da Unilab, a professora Cláudia Ramos Carioca, participaram do encontro o coordenador da Seleção, Acolhimento e Acompanhamento (CSAA/Proinst), Carlos André Moura, e a assistente em administração do gabinete da Proinst, Ailana Linhares.

Outro evento, ocorreu no dia 29 de maio, entre a equipe da Unilab e os representantes do MRE, da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), da Divisão de Temas Educacionais e Língua Portuguesa (DELP), da Divisão de Cidadania (DCID) e da Divisão de África II.

O reitor da Unilab, Roque Albuquerque pleiteou apoio junto ao MRE para a consolidação de ações focadas na institucionalização do Projeto de Fortalecimento do Ensino, Pesquisa e Extensão para a Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Projeto Consan) e para a ampliação do diálogo com os Estados membros da CPLP, por meio das embaixadas brasileiras nas capitais e com as embaixadas dos países que constituem a missão de integração da Unilab, em Brasília.

Da mesma forma, a vice-reitora Cláudia Carioca propôs a formação de agendas conjuntas entre as instituições em questão para a consolidação e aperfeiçoamento do papel da universidade na formação dos estudantes estrangeiros.

Reunião com Reitor e Vice-Reitora da Unilab e MRE

Defendendo a ação de aproximação e construção de um plano estratégico para o desenvolvimento de programas de pós-graduação, em parceria com outras instituições dos países falantes de Língua Portuguesa, o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação (Proppg), Olavo Garantizado, destacou o curso de Especialização em Segurança Alimentar e Nutricional, vinculado ao Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR/Unilab), implantado em 2019 pela Unilab e parceiros. Para ele, o curso pode ser um “embrião para novas parcerias similares”.

Visando à elaboração do Plano Institucional da Internacionalização da Unilab, a pró-reitora Artemisa Candé apresentou um conjunto de demandas institucionais da Unilab e pleiteou auxílio, orientação e parceria com o MRE para o desenvolvimento de um plano de definição de diretrizes e políticas de internacionalização. 

Primeira reunião da Unilab e MRE

Os representantes do MRE: Alessandra Ambrósio, da ABC; o conselheiro Durval Luiz de Oliveira Pereira, chefe da Divisão de Cidadania; a conselheira Beatriz Augusta de Sousa Vasconcelos Goes, chefe da Divisão de Temas Educacionais e Língua Portuguesa; e a secretária Maria Lima Kallás, responsável pelos assuntos relacionados à CPLP, expressaram disponibilidade em apoiar a Unilab nos assuntos de competência de cada uma das unidades presentes.

Entre as várias defesas, a importância da oferta de um curso de Língua Portuguesa para estrangeiros e o nivelamento dos conteúdos curriculares foram apresentados por Artemisa Candé.

Em virtude de países como República da Guiné Equatorial e Timor-Leste fazerem parte da CPLP, e se manifestarem quanto à dificuldade de alguns alunos em dominar plenamente a Língua Portuguesa, a conselheira Beatriz Góes vê de extrema valia a proposta da Unilab em implementar o curso de Português para estrangeiros. “É um desafio linguístico, a ser superado pela Unilab”, destacou a chefe da Divisão de Temas Educacionais e Língua Portuguesa do MRE do Brasil.

A defesa do reitor da Unilab é que seja debatida, em reunião específica junto à Coordenação Geral de Assuntos Internacionais da Educação Superior (CGAI) do MEC, representada pelo Adi Balbinot Junior, a proposta de criação de um curso de Português específico, de acordo com o curso escolhido de cada estudante.

Como resultados das parcerias, as instituições se comprometeram a aprofundar diálogos sobre a questão de Segurança Alimentar e Nutricional, por meio das ações do Projeto Consan, incluindo a participação do Ministério de Ciência e Tecnologia. Quanto ao Projeto Ripes/Unilab, ele será debatido, em conjunto com a ABC e com o Secretariado Executivo da CPLP, com possibilidade da participação de Guiné Equatorial e Portugal em suas ações.

Reunião com o Ministério da Educação da República Democrática de São Tomé e Príncipe

No mês de junho, a reunião foi entre a equipe da Unilab e os representantes da Embaixada de República Democrática de São Tomé e Príncipe (STP):  Julieta Isidro Rodrigues, Ministra de Educação e Ensino Superior; Bernardo Tiny, assessor da ministra; Vanda Baquit, diretora do Ensino Superior de Ciências; e José Santiago, assessor para cooperação do Ministério da Educação e Ensino Superior.

Na ocasião, foram apresentados os anseios da Unilab e a expectativa de aproximação das partes. Para o assessor da ministra, Bernardo Tiny, o processo de Mobilidade Acadêmica entre os países permitirá “vivenciar experiências de grande valor”.

Entre as observações da reitoria da Unilab, Roque Albuquerque expôs a vontade de implementar ações relativas aos professores visitantes, reconhecendo a possibilidade de melhoria quanto ao currículo formativo dos cursos no que tange às necessidades dos países parceiros.

Citando o contexto da pandemia do Covid-19, a ministra Julieta Isidro reiterou a necessidade do estreitamento de laços, com cursos de Educação a Distância (EaD) que permitam a qualificação dos são-tomenses em áreas de grande necessidade local. Em resposta, a pró-reitora da Proinst, Artemisa, afirmou que a Unilab trabalhará em prol da articulação e efetivação do acordo de cooperação com a Universidade de São Tomé, a qual poderá viabilizar o oferecimento de cursos a distância.

Reunião com representante do MRE e CGAI (MEC)

Outra ação da Unilab teve a participação da Coordenação Geral de Assuntos Internacionais da Educação Superior – Ministério da Educação e Divisão de Temas Educacionais e Língua Portuguesa do Ministério das Relações Exteriores, também no início deste mês de junho.

Entre as temáticas da pauta, foram apresentados o processo de Mobilidade Acadêmica, as Diretrizes de Internacionalização e as Políticas de Internacionalização, buscando estreitar as relações entre Unilab, MEC e MRE. Também foram tratados assuntos ligados à internacionalização do ensino superior.

Entre os participantes, estavam a conselheira Beatriz Goes, Adam Jayme e Pedro Zacarias, representando a Divisão de Assuntos Educacionais do MRE; e Adi Balbinot Junior, representando a Coordenação Geral de Assuntos Internacionais da Educação Superior (MEC). Pela Unilab, participaram o reitor pro tempore Roque Albuquerque, a pró-reitora Artemisa Odila, o chefe de gabinete da reitoria, Joaquim Torres; o chefe da Seção de Acolhimento e Acompanhamento Estudantil da Proinst, Carlos Subuhana, além do coordenador da CSAA, Carlos André Moura e Ailana Linhares, assistente do gabinete da Proinst.

Diante dos números expressivos de inscritos no último Processo Seletivo de Estudantes Estrangeiros (PSEE), que reuniu mais de 5 mil candidatos, a Unilab se apresentou como forte potência disseminadora de ensino de qualidade nos países parceiros. A partir disso, discutiu-se acerca da necessidade de internacionalização de currículos e da mobilidade acadêmica docente para estar em sintonia com a realidade educacional e a troca de experiências – que o aluno estude o currículo africano e brasileiro, considerando o projeto existente no MEC.

Sobre a proposta de implementação do Curso de Língua Portuguesa para estrangeiros na Unilab, afirmou-se a necessidade de ofertar bolsas de estudos.

Para Adi Jr,  coordenador do CGAI, há um alinhamento de ideias junto ao comitê, em virtude da necessidade de trabalhar a visão de internacionalização de uma forma articulada e abrangente. “A ideia atual é tratar a internacionalização, também com revisão de currículos em graduação e pós-graduação, para que se possa alinhar junto aos acordos de cooperação, trabalhando também a questão da política linguística, tendo o Português bem lecionado aos estrangeiros e equilibrar o que falamos de cooperação internacional com os países” afirmou o coordenador.

Como resultado da parceria, o MRE se disponibilizou a assessorar a Unilab na elaboração do Plano Institucional de Internacionalização. Por sua vez, o coordenador de CGAI afirmou que a Unilab precisa ser incluída no Projeto de Mobilidade Acadêmica do MEC, do Governo Federal.

Reunião entre a Unilab e a embaixada de Guiné-Bissau no Brasil

Objetivando atender aos estudantes estrangeiros da República da Guiné-Bissau que ingressam na instituição pelo PSEE, a Unilab promoveu uma reunião com Jorge Luis Mendes, encarregado de Negócios de Guiné-Bissau no Brasil.

A parceria entre a Unilab e os guineenses é destaque diante do quantitativo expressivo de estudantes inscritos nos cursos de graduação ofertados nos campi do Ceará e da Bahia. Desta forma, Roque Albuquerque, ressaltou a importância da efetivação desta relação. Para dar continuidade a ação, foi pleiteada uma ajuda, junto ao representante de Guiné-Bissau, na divulgação das informações do processo seletivo da Unilab, visando ser conhecido além das grandes regiões.

O encarregado Jorge Luís manifestou, em nome do país, a disponibilidade para a manutenção da cooperação, comprometendo viabilizar a questão dos passaportes dos estudantes guineenses que ainda não dispõem do documento oficial do país.

Unilab em Números (Timor-Leste, Guiné Bissau e São Tomé e Príncipe)

Conforme dados compilados em conjunto com a Proinst, a Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), a Diretoria de Registro e Controle Acadêmico (DRCA) e a Diretoria de Tecnologia de Informação (DTI), Desde o exercício de 2012, não recebemos novos ingressos de estudantes timorenses pelo PSEE. O quantitativo final de concludentes estrangeiros, até 2019.2 é de 906 estudantes. Confira os dados AQUI.

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