Unilab lamenta falecimento do estudante Francisco Oliveira do Nascimento

Com grande pesar, a comunidade acadêmica da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) recebeu a notícia do falecimento de seu aluno Francisco Oliveira do Nascimento, de 83 anos.

Pitaguary, da aldeia de Monguba, em Maranguape, seu Francisco decidiu no ano passado enfrentar novo desafio e entrou no curso de História da Unilab, vinculado ao Instituto de Humanidades. “Aluno exemplar e dedicado, estava iniciando o seu terceiro semestre, interrompido pela pandemia de Covid-19 que o vitimou agora. Interrompidos foram os seus estudos, mas também nós, docentes e discentes da comunidade acadêmica do curso de História, fomos privados da oportunidade de aprender com o seu testemunho. As nossas condolências aos familiares e amigos nesta hora de dor imensa”, expressou a coordenação do curso pela comunidade acadêmica do Curso de História.

Os docentes e estudantes quilombolas e indígenas do Campus dos Malês, em São Francisco do Conde/BA, também sentem profundamente e se solidarizam com amigos e parentes de Francisco Oliveira. “Reverenciamos a luta desse parente que quebrou vários paradigmas (…). Realizou o sonho, deixou marcas que nos fazem prosseguir. Descanse em paz, Pitaguary. De cá, continuaremos o que nunca poderemos parar enquanto não tivermos uma sociedade verdadeiramente igualitária”, destacaram.

No mesmo sentido, o Grupo de Estudos com os Povos Indígenas (Gepi/Unilab) expressou pesar com a partida de seu Francisco e lamenta que os povos indígenas estejam sendo tão afetados pela pandemia. “Os dados oficiais apontam peculiarmente o Estado do Ceará como um dos locais onde os povos indígenas mais têm sido afetados (…). O falecimento de Francisco Pitaguary é mais um triste exemplo de todas estas contradições que nos afetam, já são mais de 50 mil pessoas mortas no Brasil”, disse o grupo, em nota.

O Serviço de Promoção da Igualdade Racial da Unilab (Sepir) ressalta a imagem de Seu Francisco como “um aluno cativante, atuante e motivado em dar seguimento aos seus estudos, presença constante nos encontros e nas atividades promovidas pelo Sepir”. O setor se solidariza com a família, amigos, colegas de Seu Francisco e todos os povos indígenas.

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