Latitudes Africanas, da Unilab, participa de webseminário internacional sobre os direitos da natureza

A Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), por meio de seu programa de extensão Latitudes Africanas, vinculado ao Grupo de Pesquisa África-Brasil: Produção de conhecimento, sociedade civil, desenvolvimento e cidadania global/CNPq, liderado pelo professor Bas´Ilele Malomalo, participa do Webseminário Internacional Vozes e Caminhos pelos Direitos da Mãe Terra-Natureza, que será realizado em 1º de agosto.

Para a inscrição para assistência pelos canais das redes sociais dos organizadores, como atividade de extensão, os estudantes interessados poderão preencher o formulário disponível neste link

A Unilab tem contribuído através do Grupo de pesquisa África-Brasil/CNPq, destacando especialmente a importância da filosofia africana ubuntu na concepção de Direitos da Natureza, que Bas´Ilele Malomalo tem nomeado de Direitos Biocósmicos. Outras universidades públicas, a Universidade Federal de Goiás e a Universidade Federal do Ceará, fazem parte desse evento pelo Convênio de Cooperação Técnica e Apoio que detêm com o Programa Harmony with Nature, da ONU.

O evento é organizado pelo Movimento Direitos da Mãe Terra, em parceria com os Grupos de Pesquisas Latitudes Africanas: batuque, política e cultura africana, da Unilab, e Estudos Avançados em Meio Ambiente e Economia no Direito Internacional (EMAE), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e tem o apoio institucional das Universidade Federal de Goiás, Universidade Federal do Ceará, Programa Harmonia com a Natureza da Organização das Nações Unidas, Casa Latina, México, Centro de Pesquisa em Direito Sanitário/USP da OSCIP Mapas e do Instituto DECLATRA.

As reflexões objetivam demonstrar a extinção das ideias de meio ambiente como recurso natural, da ética ambiental voltada para o mercado, do desenvolvimento sustentável antropocêntrico e evidenciar uma nova consciência biocêntrica fundada na Harmonia e direitos da Mãe Terra, Natureza, Pachamama, para propor mudanças paradigmáticas como a Natureza sujeito, grafada com “N” (MAIÚSCULO); que os comuns tenham primazia em relação ao privado; que a dimensão normativa parta de uma Cidadania Planetária, popular, instituinte de um Constitucionalismo democrático e intercultural global; a Harmonia entre todos os seres da Natureza e do Cosmos e, por último, a Declaração Universal dos Direitos da Mãe Terra.

O evento conta com participantes de todos os continentes e integra o calendário oficial dos diálogos interativos do Programa Harmony with Nature (HwN) das Nações Unidas (ONU), que debate a elaboração da Declaração Universal dos Direitos da Natureza.

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