Por meio da Rima, Unilab comemora o Dia Internacional da Mulher Africana

Há 58 anos, em 31 de julho, na Conferência das Mulheres Africanas, em Dar-Es-Salaam (Tanzânia), instituiu-se a data alusiva ao Dia Internacional da Mulher Africana. Em referência à data, em 2017 foi criada a Rede Internacional de Mulheres Africanas da Unilab (Rima ou Rede ÔPÉBAMU), que teve seu lançamento em dezembro daquele ano.

Desde sua criação, a Rima visa dissipar estigmas e estereótipos associados às mulheres africanas e a sua diáspora, além de fortalecer a rede de convivência e sororidade entre as africanas na Unilab. Com esta importante missão, a Rima presta hoje, dia 31 de julho, sua homenagem ao Dia Internacional da Mulher Africana.

Neste ano de 2020, a Rima, também chamada de Rede ÔPÉBAMU – palavra que significa, na língua são-tomense, solidariedade para caminhar juntas – comemora seu terceiro ano de implantação e execução de ações. Atualmente, ela conta com cerca de 15 mulheres estudantes da Unilab no Ceará, de diferentes nacionalidades e cursos.

Além do trabalho de solidariedade, a Rede tem o papel de “potencializar as vozes femininas perante as diversas realidades sociais que nos afligem, enquanto mulheres africanas e negras, viabilizando qualificar os debates teóricos no tocante à condição de mulheres africanas com ferramentas que embasam nossas formas de pensar, refletir sobre nossos cotidianos e traçar perspectivas que norteiam nosso modo de ser e estar em diferentes sociedades”, explica Artemisa Candé, coordenadora da rede e Pró-reitora de Relações Institucionais (Proinst).

“A Rede é de todas as mulheres africanas, com aspirações comuns, assente num rigor acadêmico de construção de conhecimentos e de socialização destes conhecimentos nos seminários, simpósios, congressos, e demais atividades desenvolvidas em parceria com outras organizações ou grupos de mulheres que lutam pela mesma finalidade”, apresenta Artemisa.

A Rede ÔPÉBAMU baseia-se na visão do político, agrônomo e teórico marxista da Guiné-Bissau e de Cabo Verde Amílcar Lopes Cabral, que ressaltava a importância da mulher na vida dos povos africanos, quer no âmbito do cuidado com a família, na concepção da vida, e nas funções domésticas, quer no fórum político como um espaço único para refletir, avaliar e revigorar a vontade de levar adiante a marcha para transformar as vidas das mulheres e das comunidades em África. 

“É dessa forma que a Rede se mantém desenhada para que todas as mulheres africanas da Unilab se unam em uma única voz, visando à construção da firme liderança com viés acadêmico e construindo e promovendo sororidade, com vistas à transformação das mentalidades e comportamentos culturais”, conclui Candé.

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